A Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) localizaram nesta quinta-feira (8.5), em Pontes e Lacerda, duas escavadeiras hidráulicas que foram furtadas no Estado do Rio de Janeiro.
Os maquinários estavam escondidos em uma área de chácaras na zona rural do município mato-grossense. As duas escavadeiras foram furtadas entre abril e maio deste ano.
Conforme informações repassadas pelo Centro de Comando Regional da PRF, o rastreador de uma das escavadeiras apontava sua última localização numa região próxima a BR-174, em Pontes e Lacerda.
Diante da informação, as duas forças policiais usaram drones e conseguiram visualizar a primeira máquina embaixo de uma árvore, próxima a uma área de mata. O número de série do maquinário foi confirmado com o que foi relatado em boletim policial do Rio de Janeiro.
Em seguida, os policiais seguiram para outra propriedade rural na região. No local, foi encontrada a segunda escavadeira, também com número de série correspondente ao registro do boletim de ocorrência.
Dois indivíduos estavam no local e teriam informado que os equipamentos teriam sido deixados por um terceiro para serem guardados no local. Os dados coletados foram devidamente registrados e encaminhados às autoridades.
Diante dos fatos, os indivíduos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil em Pontes e Lacerda para prestar esclarecimentos e devem responder pelo crime de receptação.
Cerca de R$ 10 milhões em notas falsas, utilizadas para aplicar um golpe do falso empréstimo milionário, foram destruídos pela Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (30.6), na fornalha de uma empresa no bairro Jardim Industrial, em Cuiabá. A destruição do valor foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que apuraram o sofisticado esquema de golpe.
A mala com os valores milionários faz parte de investigações iniciadas em 2024, após um empresário do município de Água Boa procurar a Polícia Civil relatando ter sido induzido a acreditar que receberia um empréstimo de R$ 10 milhões.
Na ocasião, para concretizar a suposta operação financeira, os criminosos exigiram o pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão, aceitando inicialmente a quantia de R$ 400 mil em espécie.
Após meses de negociações, reuniões presenciais e contatos telefônicos, a vítima se encontrou com os suspeitos em um hotel de Cuiabá, onde entregou R$ 400 mil em dinheiro e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos. Posteriormente, ao abrir o material, constatou que os pacotes continham apenas notas falsas e cédulas sem valor comercial, caracterizando o golpe.
Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada pelos criminosos e realizou diversas diligências, incluindo análise de imagens de segurança, identificação de linhas telefônicas utilizadas pelos suspeitos e coleta de outros elementos probatórios para individualização dos envolvidos.
Na conclusão do inquérito policial, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno Palmiro, o trabalho investigativo apontou que os autores utilizavam falsa aparência de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas.
“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, explicou o delegado.
As investigações prosseguiram para identificação completa dos integrantes do grupo criminoso e apuração da eventual participação dos investigados em outros golpes semelhantes praticados em diferentes estados da Federação.
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