A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa (1.060 km de Cuiabá), deflagrou nesta terça-feira (11.3), a Operação Olho Grande, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que planejava executar um roubo a um estabelecimento comercial localizado na área central de Confresa.
As investigações apontaram que o crime teria sido encomendado por um empresário que é proprietário de outro estabelecimento do mesmo ramo de atuação e que também fica localizado em Confresa.
Um dos suspeitos de estar envolvido na ação criminosa era José Andrade Cavalcante, conhecido como Maranhão, foragido da Justiça, que foi morto em uma ação policial no dia 24 de janeiro de 2025, em Confresa.
Nessa primeira fase da operação, foram expedidas nove ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, em desfavor dos comparsas de José Andrade, bem como dos empresários apontados como mandantes da ação criminosa, que, mesmo com a morte de Maranhão, não se intimidaram e planejavam dar sequência no roubo.
Diante das informações colhidas nas investigações, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Confresa, Barra do Garças, Santa Terezinha e no distrito de Santo Antônio do Fontoura. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juiz da Comarca de Porto Alegre do Norte.
Olho Grande
O nome da operação, “Olho Grande”, foi escolhido pelo fato da ação criminosa ter sido motivada por inveja, cobiça, ganância, ambição, avidez e desejo.
O resultado esperado com a ação dos suspeitos era prejuízo financeiro e, principalmente, a execução de um dos proprietários do estabelecimento. Com isso, o empresário mandante iria se beneficiar do prejuízo causado e dominar o mercado do ramo na cidade de Confresa e região.
Desta maneira, a ação da Polícia Civil agiu justamente para desarticular a ação criminosa, evitar o prejuízo financeiro e o crime contra a vida. As investigações continuam para identificar outros envolvidos na ação criminosa.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8.7), a 2ª fase da Operação Contenção, com o objetivo de avançar nas investigações de uma tentativa de homicídio registrada em abril deste ano.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, dois homens, ambos de 36 anos, foram presos em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A ordem judicial, expedida pela Primeira Vara Criminal de Rondonópolis, foi cumprida em um imóvel no bairro Sagrada Família, onde funciona um estabelecimento comercial com uma residência nos fundos.
No início das diligências, os policiais localizaram com um dos suspeitos um revólver calibre .38, carregado com seis munições. Durante as buscas na residência, foi apreendido ainda outro revólver, aparentemente calibre .32, com a numeração suprimida. Questionados sobre a propriedade da arma, os suspeitos exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Além das armas, foram apreendidos seis folhas de cheques que totalizam R$ 10.800,00, R$ 2.000,00 em dinheiro, uma porção de substância análoga à maconha, duas balanças de precisão, quatro aparelhos celulares e uma agenda com anotações que indicam possível prática de usura (agiotagem).
As anotações registram empréstimos que somam aproximadamente R$ 87.400,00, com indicação de cobrança de juros entre 10% e 15%, fatos que também serão apurados no decorrer das investigações.
O material apreendido será encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para a realização dos exames periciais que irão subsidiar a investigação da tentativa de homicídio e dos demais crimes constatados durante a operação.
Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, os suspeitos foram encaminhados à DHPP para os procedimentos legais e, posteriormente, colocados à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destaca que a Operação Contenção integra as ações de investigação qualificada desenvolvidas pela DHPP, reafirmando o compromisso da instituição com a elucidação dos crimes contra a vida e a responsabilização dos autores.
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