A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio operacional à Polícia Civil do Rio Grande do Sul, cumpriu, na manhã desta terça-feira (02.07), quatro mandados de busca e apreensão em operação decorrente de investigação dos crimes de estelionato, falsificação de documentos e associação criminosa.
Em Mato Grosso, os mandados foram cumpridos em três propriedades rurais em Gaucha do Norte e em uma residência na cidade de Primavera do Leste. Atuaram no cumprimento dos mandados policiais da Delegacia de Primavera do Leste, Delegacia de Paranatinga, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas 15 máquinas agrícolas, avaliadas em mais de R$ 15 milhões, e armas de fogo. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Entre o maquinário apreendido estão duas plantadeiras, três colheitadeiras, dois autopropelidos/pulverizadores, um graneleiro, duas retroescavadeira, uma escavadeira esteira, quatro caminhões, além de outros equipamentos agrícolas.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o maquinário foi adquirido mediante fraude contra empresas de Passo Fundo e região, bem como instituições bancárias, onde os estelionatários usavam documentos falsos. Após a entrega das máquinas, seus sistemas de GPS eram retirados para dificultar a localização posterior.
A operação também cumpriu mandados nas cidades de Passo Fundo, Erechim, Cacique Doble e São José do Ouro, todas no Rio Grande do Sul, resultando na apreensão de grande quantidade de documentos, celulares, notebooks, computadores, duas espingardas, munição e de uma caminhonete VW Amarok.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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