Policiais militares do 11º Batalhão libertaram um homem e uma mulher, ambos de 21 anos, e um bebê, de 1 ano de idade, que estavam sendo mantidos reféns por membros de uma facção criminosa, na madrugada desta terça-feira (20.5), em Sinop. Na ação, um homem de 21 anos e dois adolescentes foram conduzidos a delegacia. Uma arma de fogo foi apreendida.
Por volta de 01h, a equipe do 11º BPM recebeu informações, via setor de inteligência, sobre três pessoas sendo mantidas em cárcere privado em uma residência da cidade. Os policiais se deslocaram ao endereço informado e encontraram um homem na frente da casa e com uma criança pequena no colo.
Na abordagem ao suspeito, os policiais localizaram um revólver de calibre .38 carregado com cinco munições. Os militares também notaram que ele estava em uma ligação de vídeo chamada pelo celular.
Para a PM, o homem confirmou que as vítimas e os demais suspeitos do crime estavam dentro da casa. Ele ainda disse que aguardava, na ligação, ordens enviadas por membros de uma facção criminosa para dar continuidade a execução do sequestro e cárcere.
Em seguida, os militares entraram na casa e encontraram mais três suspeitos. Um deles conseguiu fugir da equipe militar. As duas vítimas foram encontradas e estavam com as mãos e pernas amarradas com fios.
Em depoimento, o homem afirmou que estava na sua residência com a esposa e sua filha, momento em que os suspeitos chegaram ao local em um veículo. Ainda de acordo com o homem, os criminosos afirmaram que iriam matá-lo e o ameaçaram com a arma de fogo, apontando o objeto em sua direção por diversas vezes.
Diante da situação, os três suspeitos encontrados receberam voz de prisão e foram conduzidos para a delegacia de Sinop para registro da ocorrência e entregues à Polícia Judiciária Civil para demais providências.
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.