POLÍCIA

Nova fase da operação afasta vereador e servidor público envolvidos em esquema de fraudes em licitações

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A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta sexta-feira (26.12), ordens judiciais de afastamento cautelar das funções públicas contra um vereador e um servidor público, alvos de investigação da Operação Cenário Montado, que desarticulou um esquema milionário de fraudes em licitações públicas, tendo como vítima a Prefeitura Municipal de Barra do Garças e Pontal do Araguaia.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, com base em investigação que apontou que o vereador e ex-secretário municipal de duas pastas do município de Pontal do Araguaia e o servidor público da área de licitações exerciam papéis determinantes na operacionalização do esquema.

As investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, revelaram a atuação de uma associação criminosa estruturada para o desvio de recursos públicos através de fraudes em licitações.

O esquema envolvia a manipulação de orçamentos, superfaturamento e simulação de concorrência, levando aos crimes de falsidade ideológica, associação criminosa, lavagem de capitais e crimes da Lei de Licitações.

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Mesmo após o início das operações policiais, o grupo continuou operando por meio da criação de novas empresas de fachada em nome de familiares para burlar suspensões judiciais anteriores.

Diante das evidências, foi representado pelas ordens judiciais de afastamento das funções públicas assim como pela proibição de acesso dos investigados a prédios públicos da administração municipal, sistemas internos de gestão e processos administrativos, bem como a proibição de manterem contato com pessoas vinculadas aos fatos investigados.

A operação, presidida pelo delegado Adriano Marcos Alencar, com apoio dos delegados Pablo Borges Rigo e Raphael Diniz, sob a coordenação do delegado regional de Barra do Garças, Wilyney Santana Borges, é um desdobramento das Operações Cenário Montado I e II, deflagradas nos meses de março e maio deste ano.

Cenário Montado

O nome da operação reflete a dinâmica do esquema fraudulento, em que empresas de fachada simulavam uma concorrência legítima em licitações públicas. O termo destaca o caráter forjado do processo, remetendo a algo previamente planejado para enganar a administração pública.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil desarticula grupo criminoso envolvido em furtos de cargas de soja em fazenda de Sapezal

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15.10), a Operação Fantasma, para cumprimento de ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura uma série de furtos de cargas de soja em grãos em uma fazenda, no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas para apreensão de cinco conjuntos veiculares, entre caminhões-tratores, reboques e semirreboques. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sapezal, Rondonópolis e Sinop.

Investigação

As investigações da GCCO/Draco identificaram dez episódios de carregamento irregular de soja, ocorridos entre janeiro e agosto de 2026. Segundo as investigações, os crimes envolviam a utilização de veículos e motorista em esquema estruturado, com indícios de participação de funcionários e terceiros.

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Conforme os elementos reunidos no inquérito, veículos entravam na propriedade, eram carregados com os grãos e deixavam a fazenda sem cumprir os procedimentos habituais de controle, pesagem, documentação e liberação da carga.

A apuração apontou indícios de uma atuação coordenada entre pessoas que desempenhavam diferentes funções, tanto no interior da unidade rural quanto no transporte externo da mercadoria. A dinâmica investigada envolvia etapas como o controle de acesso à propriedade, a classificação e pesagem dos grãos, o carregamento e a saída dos veículos.

Durante as investigações, os policiais realizaram a análise de imagens do sistema de videomonitoramento, registros de áudio da guarita, leituras automatizadas de placas, controles de entrada e saída, jornadas de trabalho e outros documentos operacionais.
O cruzamento das informações permitiu identificar a repetição do mesmo padrão em diferentes ocasiões, além da utilização recorrente de determinados veículos nos episódios investigados.

Apreensão em Rondonópolis

Um dos furtos praticados pelo grupo criminoso, ocorrido no dia 14 de agosto deste ano, após a saída de um conjunto veicular da fazenda, foi possível acompanhar o transporte da carga até Rondonópolis, onde a soja foi localizada e apreendida.

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A carga foi posteriormente restituída à empresa vítima e a ação contribuiu para o aprofundamento das investigações e para a identificação de pessoas suspeitas de envolvimento no transporte da mercadoria.

Os levantamentos também apontaram possíveis comunicações relacionadas ao agendamento dos caminhões, à autorização de entrada, ao carregamento e à saída dos veículos, além de referências a valores, pagamentos e à possível tentativa de apagar conversas.

Ordens judiciais

As medidas judiciais buscam aprofundar a coleta de provas e preservar elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. As buscas têm o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores, documentos, registros de transporte e outros materiais relacionados aos carregamentos investigados.

A investigação continua em andamento, com o objetivo de esclarecer a participação individual dos suspeitos, identificar a destinação das cargas subtraídas e verificar a possível participação de outras pessoas na dinâmica criminosa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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