Policiais militares da Força Tática do 14º Comando Regional prenderam um homem faccionado, de 32 anos, por tráfico ilícito de drogas, no final da noite deste sábado (20.12), em Nova Mutum. Com o suspeito, foram apreendidos três tabletes de substância análoga a maconha e mais de 80 porções de cocaína.
Durante patrulhamento tático pela Operação Tolerância Zero, a equipe da Força Tática encontrou um homem em suspeita, na frente de um bar, que tentou fugir do local ao ver as viaturas policiais jogando um pacote no chão.
Rapidamente, os policiais fizeram acompanhamento e abordagem ao homem e recolheram o pacote jogado por ele, que estava com pinos contendo cocaína. Questionado pela PM, o suspeito confessou ser o dono do entorpecente e que estava naquele local aguardando o comprador daquela droga.
Ainda para os militares, o criminoso afirmou ser membro de uma facção criminosa e que realizava o tráfico de drogas a mando dos faccionados. Ele ainda revelou que morava em uma residência na mesma região, onde havia mais quantidades de drogas guardadas.
Os policiais seguiram para o endereço informado pelo homem e logo constataram o forte odor característico de entorpecente vindo da casa. No interior do imóvel, os militares encontraram e apreenderam três tabletes de maconha e mais porções de cocaína, além de balanças de precisão e embalagens para as drogas.
O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido para a delegacia de Nova Mutum, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais procedimentos.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (15.5), a Operação Atrium II, para cumprir 18 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa instalada no município de Matupá.
Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de quebra de sigilo.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Poder Judiciário — Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público. Os alvos estão envolvidos nos crimes de ameaça, sequestro, tortura, homicídio e integrar organização criminosa armada.
Os investigados realizavam julgamentos no chamado “Tribunal do Crime” contra membros de facções rivais e até mesmo integrantes da própria facção, que descumprissem ordens das lideranças.
A investigação da Delegacia de Matupá identificou os membros do grupo criminoso que atuavam no município, bem como vítimas e locais utilizados para a prática dos crimes.
Investigação
As diligências tiveram início em abril de 2026 e foram conduzidas pela equipe do Núcleo de Investigação de Homicídios da Delegacia de Matupá. O objetivo foi apurar a atuação de uma facção criminosa voltada para o tráfico de drogas, associação para o tráfico, prática de sequestro, tortura e homicídios no município.
Ao longo das investigações, foram reunidas provas robustas que demonstram a existência do grupo com organização hierarquizada e divisão de tarefas bem definida, atuando de forma coordenada na prática criminosa.
Para o delegado Emerson Marques, responsável pela investigação, a operação representa um importante avanço no combate às facções criminosas na região.
“A operação desmantelou o grupo criminoso e avançou no enfrentamento às facções criminosas, uma vez que os indivíduos ocupavam o papel de executores e responsáveis pela aplicação de punições e castigos físicos, conhecidos como ‘salves’, além de atuarem em homicídios e ocultação de cadáver”, destacou.
Apoio
O trabalho operacional contou com a participação de 30 policiais civis das Delegacias de Polícia de Matupá, Regional e Municipal de Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo, Marcelândia, e com o emprego de 9 viaturas.
Renorcrim
A operação integra o planejamento estratégico da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), que visa traçar estratégias de inteligência para o combate duradouro às organizações criminosas.
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