O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, nesta sexta-feira (18.4), uma operação com o objetivo de desarticular criminosos suspeitos de planejar e executar a posse de uma terra pública localizada nas proximidades da Ambev e do Haras Twin Brother, em Cuiabá.
Foram autorizadas 11 ordens judiciais. A Polícia Militar esteve presente com 200 policiais militares das unidades do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Cavalaria, Força Tática e Grupo de Apoio (GAP). O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) também prestou apoio no cumprimento dos mandados.
A investigação teve início a partir de diversas denúncias anônimas encaminhadas à Ouvidoria do MPMT. Apurou-se que o grupo criminoso, com autorização da facção Comando Vermelho e auxílio de servidores públicos, estaria coordenando uma ação orquestrada para a ocupação ilegal da referida área.
O Gaeco identificou e qualificou alguns dos supostos líderes da organização. As investigações revelaram que a área seria dividida em ruas e lotes, cada qual sob a responsabilidade de um integrante do grupo, incumbido de criar e administrar canais de comunicação específicos — principalmente por meio de aplicativos de mensagens — para organizar a ocupação e repassar informações sobre datas, locais e valores cobrados dos futuros invasores.
Diante dos elementos colhidos, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso deflagrou a operação com base em indícios da prática, em tese, dos crimes de integrar organização criminosa (Lei nº 12.850/2013), esbulho possessório (art. 161, II, do Código Penal), corrupção passiva e ativa (art. 317 do Código Penal).
As investigações seguem em curso, e outras medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das diligências, após os procedimentos iniciais autorizados pela juíza Edna Ederli Coutinho do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).
O Gaeco é uma força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
A Polícia Civil recuperou, nesta quarta-feira (14.10), em Confresa, uma retroescavadeira avaliada em aproximadamente R$ 500 mil. A recuperação ocorreu em menos de duas horas após a comunicação dos fatos à polícia.
O equipamento, pertencente a uma empresa de Marabá (PA), havia sido locado a uma construtora no Maranhão e teria sido repassado a terceiros sem autorização da empresa proprietária.
A máquina passou a ser oferecida à venda em Confresa, circunstância que levou um representante da empresa proprietária a procurar a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa.
Após a denúncia, investigadores da Derf realizaram diligências e localizaram o equipamento em Confresa. O bem foi recuperado antes de ser novamente negociado de forma irregular.
A investigação prossegue para esclarecer como a máquina foi retirada do Maranhão e trazida para Mato Grosso, além de identificar os envolvidos na apropriação indébita e apurar suas responsabilidades.
“A ação reforça o trabalho da Derf de Confresa no combate aos crimes patrimoniais e na recuperação de bens”, afirmou a delegada Karen Amaral Makrakis.
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