POLÍCIA

A Polícia Civil apreende menor de 16 anos por ato infracional análogo ao crime de tráfico

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Um menor de 16 foi apreendido em flagrante pela Polícia Civil em Guarantã do Norte (MT) nesta terça-feira (15.4). A ação foi possível por meio de técnicas investigativas de monitoramento e demais diligências policiais.

Inicialmente, a equipe policial recebeu uma denúncia de que um imóvel situado no bairro Jardim Aeroporto estava funcionando como ponto de comércio de entorpecentes. Diante da denúncia, os policiais iniciaram a vigilância do local. Nesse período, foi possível constatar a entrada e saída de diversas pessoas, sempre demonstrando comportamento nervoso e vigilante, olhando para os lados antes de adentrar o imóvel e saindo logo em seguida, o que reforçou os indícios de atividade típica de tráfico de entorpecentes.

Em determinado momento, um indivíduo de camiseta vermelha em uma motocicleta azul, que parou em frente à residência foi visto pelos policiais, apresentando olhares em ambas as direções da via, em atitude de vigilância. Em seguida, um jovem deixou o interior do imóvel, rapidamente se dirigiu até o motociclista e entregou-lhe um pequeno invólucro, retornando logo após.

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Diante da situação de flagrante delito, a equipe deslocou-se rapidamente para realizar a abordagem. O motociclista saiu em fuga e, simultaneamente, o jovem, após a equipe identificar-se como Polícia Civil, correu para dentro da residência.

A equipe entrou no imóvel e, na condição de flagrante, procedeu a abordagem do suspeito. No interior da casa o jovem informou aos policiais que de fato havia substâncias ilícitas no local e que estavam escondidas em um terreno baldio anexo à residência, local de fácil acesso pelo quintal.

Com base na informação, a equipe realizou buscas no terreno indicado, onde foi localizada uma mochila contendo uma porção grande de substância análoga à cocaína, três porções médias da mesma substância, 35 invólucros pequenos de cocaína, fracionados para venda e uma porção média de substância análoga à pasta base de cocaína.

Todo o material foi apreendido e o menor conduzido até a delegacia para confecção do boletim de ocorrência e demais procedimentos flagranciais.

A ação está inserida no programa Tolerância Zero do Governo do Estado de Mato Grosso, voltado à repressão qualificada ao tráfico de entorpecentes.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.

A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.

Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.

Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.

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As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.

Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.

A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.

Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.

No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.

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Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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