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Israel: entenda a polêmica Reforma Judicial que levou milhares às ruas

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Em protesto de janeiro, manifestante segura cartaz com fotos que diz:
Reprodução/Instagram

Em protesto de janeiro, manifestante segura cartaz com fotos que diz: “Israel, nós temos um problema”.

Ao longo dos últimos meses, manifestantes israelenses se organizaram em protestos que reuniram mais de 500 mil pessoas na capital Tel Aviv e cidades próximas. O país passa por uma reforma judicial proposta pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que pretende limitar o controle do Judiciário.

A reforma foi aprovada pelo Parlamento em julho, e na última terça-feira (12) começou a ser analisada pela Suprema Corte. O protesto mais recente foi realizado em frente à casa de Yariv Levin, ministro da Justiça de Israel , às vésperas da reunião que trouxe 15 juízes para debater o recurso contra a reforma.

A audiência de terça-feira durou 13 horas, mas segue sem conclusão. Os juízes deram ao governo o prazo de 21 dias para apresentar justificativas de que a reforma judicial deve ser realizada.

Do que se trata a reforma?

Como forma de restringir o poder da Suprema Corte, o equivalente ao STF em Israel, a reforma impede que os magistrados bloqueiem leis aprovadas pelo Parlamento por meio do “princípio da razoabilidade”.

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A razoabilidade é uma forma de regulação interna em democracias sem constituição escrita — como a de Israel, que só possui um conjunto de leis básicas.

Os dois lados da crise

Enquanto a população enxerga a medida como antidemocrática e um abuso de poder, o governo aponta que o debate e a onda de protestos podem trazer “anarquia” ao país.

Yariv Levin, idealizador da lei, disse que a interferência do Judiciário na aprovação da emenda é “um golpe fatal para a democracia e para o estatuto do Knesset (Parlamento)”.

O primeiro-ministro Netanyahu, que se aproximou dos nacionais-religiosos (ala de extrema-direita da política israelense), tem endossado a polarização na política do país. O apelo à discursos que atacam os direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e de outras minorias provocou ainda mais revolta nos grupos civis que já não eram favoráveis ao atual líder.

Já na oposição, tem tido destaque a participação da presidente da Suprema Corte, Esther Hayut, e da procuradora-geral, Gali Baharav-Miar. As duas se posicionaram contra a reforma judicial e alertaram sobre os prejuízos da reforma ao Estado de direito e aos “freios e contrapesos”. Alguns parlamentares também acusam a emenda de romper o equilíbrio democrático.

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As manifestações nas ruas, por sua vez, já duram 36 semanas e seguem reunindo milhares de opositores por todo o país. Nas forças armadas, reservistas ameaçaram parar de se apresentar para o serviço voluntário, preocupando autoridades.

O que ainda pode acontecer?

Enquanto não houver decisão, a tendência é que os protestos continuem. A situação pode desencadear uma crise constitucional e paralisação em setores públicos.

A decisão da Suprema Corte deve sair somente em janeiro, até que as duas partes entrem em consenso.

Fonte: Internacional

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Funcionários testam até 10 mil vapes por dia em fábrica; veja imagens

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Testagem aconteceu na China
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Testagem aconteceu na China

O canal do YouTube Machina decidiu divulgar como acontece a testagem de vapes , os cigarros eletrônicos , nas principais fábricas da China . Em Baoan, na cidade de Shenzhen, eles foram surpreendidos.

As fábricas chinesas conseguem produzir vapes em massa, desde seu funcionamento interno até o processo de teste. Na última seção da criação do produto, veio a surpresa: um funcionário testando, realizando o trago, em cada um dos cigarros eletrônicos.

Os estágios de teste tem algumas fases. Primeiro, há um teste que aumenta a pressão da parte inferior do vaporizador para permitir que ele libere vapor do bocal.

A segunda fase é um tubo de sucção que puxa o vapor do vaporizador, da mesma forma que uma pessoa faria ao dar uma tragada.

A terceira já são os funcionários literalmente testando o produto. No vídeo do canal do YouTube, mostra o trabalhador segurando vários vapes em uma mão enquanto dá uma tragada em cada um deles para testar se estão funcionando corretamente.

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Quando perguntaram ao homem sobre o número de cigarros eletrônicos que ele testa por dia, ele explicou que eram aproximadamente 8.000 a 10.000 e que fuma até fora do trabalho.

Segundo a empresa de vaporizadores eletrônicos, cada vaporizador que contém 10 ml de nicotina contempla cerca de 3.000 tragadas. Ainda, de acordo com um estudo do CDC (Centro de Doenças e Prevenção dos EUA), descobri-se que as vendas mensais de unidades de cigarros eletrônicos aumentaram 46,6% de janeiro de 2020 a dezembro de 2022.

Veja o vídeo


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Fonte: Internacional

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