O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirá na quarta-feira (31) para analisar a decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ), tribunal da ONU com sede em Haia, na Holanda, que pediu que Israel evite um genocídio em Gaza .
O encontro foi solicitado pela Argélia “com o objetivo de dar efeito executivo à decisão sobre as medidas provisórias impostas à ocupação israelense”.
Na última sexta-feira (26), a Corte rejeitou um pedido de Israel para arquivar a denúncia de genocídio na Faixa de Gaza apresentada pela África do Sul.
Segundo a juíza Joan Donoghue, “alguns atos parecem se enquadrar na convenção sobre genocídio”, o que justificaria o prosseguimento do caso. O tribunal ordenou que Israel “tome todas as medidas para evitar quaisquer atos de genocídio” no enclave.
O país judeu também terá que adotar ações “imediatas e eficazes” para permitir o fornecimento de assistência humanitária em Gaza e preservar eventuais provas de genocídio contra palestinos.
Por outro lado, o tribunal pediu a libertação “imediata e incondicional” de todos os reféns israelenses.
Não há prazo para uma decisão sobre o mérito da denúncia.
A ex-diplomata suíça Carla del Ponte, que já foi procuradora-geral do tribunal, explicou em uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica que a corte “trata preventivamente apenas do genocídio e está advertindo Israel sobre a necessidade de tomar todas as medidas necessárias para evitar que seus militares cometam atos que configurem esse grave crime”.
Ela esclareceu que o juízo não está acusando diretamente Israel de perpetrar um genocídio, mas alertando sobre a obrigação de não adotar comportamentos que configurariam o crime.
Ainda na sexta-feira, o governo do Brasil solicitou a “imediata observância” da decisão. Em comunicado, as autoridades brasileiras destacaram a “importância do respeito pleno e imediato” à decisão do principal órgão judicial da ONU, considerando-a “juridicamente vinculante”.
O Brasil afirmou acreditar que as medidas cautelares contribuirão para garantir o respeito à Convenção sobre genocídio, assinada em 1948 após o Holocausto, e a proteção dos direitos do povo palestino.
O governo brasileiro reiterou ainda sua defesa de um Estado palestino economicamente viável, convivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e reconhecidas internacionalmente.
No comunicado oficial, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pediu novamente o “libertação imediata dos restantes reféns nas mãos do Hamas”.
O canal do YouTube Machina decidiu divulgar como acontece a testagem de vapes , os cigarros eletrônicos , nas principais fábricas da China . Em Baoan, na cidade de Shenzhen, eles foram surpreendidos.
As fábricas chinesas conseguem produzir vapes em massa, desde seu funcionamento interno até o processo de teste. Na última seção da criação do produto, veio a surpresa: um funcionário testando, realizando o trago, em cada um dos cigarros eletrônicos.
Os estágios de teste tem algumas fases. Primeiro, há um teste que aumenta a pressão da parte inferior do vaporizador para permitir que ele libere vapor do bocal.
A segunda fase é um tubo de sucção que puxa o vapor do vaporizador, da mesma forma que uma pessoa faria ao dar uma tragada.
A terceira já são os funcionários literalmente testando o produto. No vídeo do canal do YouTube, mostra o trabalhador segurando vários vapes em uma mão enquanto dá uma tragada em cada um deles para testar se estão funcionando corretamente.
Quando perguntaram ao homem sobre o número de cigarros eletrônicos que ele testa por dia, ele explicou que eram aproximadamente 8.000 a 10.000 e que fuma até fora do trabalho.
Segundo a empresa de vaporizadores eletrônicos, cada vaporizador que contém 10 ml de nicotina contempla cerca de 3.000 tragadas. Ainda, de acordo com um estudo do CDC (Centro de Doenças e Prevenção dos EUA), descobri-se que as vendas mensais de unidades de cigarros eletrônicos aumentaram 46,6% de janeiro de 2020 a dezembro de 2022.
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