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Tribunal do Júri acata três denúncias do MP na última semana

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) obteve três condenações em sessões do Tribunal do Júri realizadas na 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, na última semana. As decisões envolveram crimes graves como homicídio qualificado, tentativa de feminicídio, organização criminosa, tortura e tráfico de drogas.Os conselhos de sentença entenderam que os réus foram responsabilizados por condutas que colocaram em risco a vida, a integridade física e a segurança pública, resultando em penas que variam de 9 a 38 anos de reclusão, todas em regime fechado. Entre os casos julgados, destacam-se a condenação por tentativa de feminicídio durante uma confraternização familiar, a atuação em organização criminosa e práticas de tortura.No dia 25 de agosto, o Tribunal do Júri reconheceu a participação de Diales Oegos de Castro dos Santos em organização criminosa armada e em crimes de tortura contra três vítimas, além de tráfico de drogas. Ele foi condenado a 38 anos e 1 mês de prisão em regime fechado. O réu também foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, que vitimou David Gilmour Cecílio. Na dosimetria, o juiz Leonardo de Araújo Costa Tumiati destacou a premeditação do crime, o fato de o homicídio ter sido cometido em via pública e em concurso de pessoas, além da gravidade do tráfico de drogas envolvendo adolescentes.Já em 26 de agosto, o réu Arnor dos Santos Feitosa foi condenado a 15 anos e 8 meses de prisão por tentativa de feminicídio e porte ilegal de arma. A denúncia foi conduzida pela promotora de Justiça Ludmilla Evelin de Faria S. Cardoso, da 6ª Promotoria Criminal de Rondonópolis. O ataque ocorreu durante uma confraternização do Dia das Crianças, em local movimentado, o que agravou a pena. Arnor utilizou uma arma de fogo e atingiu a ex-companheira na região da coluna, causando graves sequelas.Por fim, no dia 27 de agosto, o réu José Felix da Silva foi condenado a 9 anos de prisão por homicídio qualificado. O Conselho de Sentença reconheceu que ele participou do crime cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Na fixação da pena, o magistrado destacou a violência excessiva, de o homicídio ter sido cometido em via pública e com a participação de mais de um autor e o fato de uma criança ter ficado em situação de abandono logo após o assassinato.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Teatro do MPMT mobiliza 4,5 mil pessoas em prevenção nas escolas

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A nova temporada do projeto “A Prevenção Começa na Escola” já mobilizou cerca de 4,5 mil pessoas em Mato Grosso, com ações de conscientização e prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. As apresentações ocorreram nos municípios de Nova Maringá (a 378 km de Cuiabá) e Novo Mundo (a 746 km da capital), nos dias 15, 18 e 19 de maio de 2026, reunindo estudantes, educadores e comunidades escolares por meio de espetáculos teatrais.A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público de Mato Grosso, em parceria com a 2ª Promotoria de Justiça de São José do Rio Claro.Durante a programação, foram realizadas 12 apresentações da peça “Inocentes Pétalas Roubadas”, encenada pela Cia Vostraz de Teatro. Em Nova Maringá, cerca de 1,5 mil pessoas participaram das atividades realizadas nas escolas Municipal Wilson Ribeiro e Estadual Osmair Pinheiro da Silva. Já em Novo Mundo, aproximadamente 3 mil pessoas acompanharam as apresentações nas escolas municipais Alcides Ferreira Primo e nas unidades rurais São José, Dante Martins e Nhadu, além da Escola Estadual André Antonio Maggi.As apresentações envolveram crianças, adolescentes e toda a comunidade escolar, abordando, de forma sensível e acessível, temas como a prevenção ao abuso sexual infantil e o enfrentamento ao bullying.As ações contaram com a participação de membros do Ministério Público, entre eles o promotor de Justiça Bruno Franco Silvestrini, da 2ª Promotoria de Justiça de São José do Rio Claro, além de autoridades municipais, representantes das Secretarias de Educação e Assistência Social, integrantes do Conselho Tutelar e das Polícias Militar e Civil.Durante as atividades, o promotor destacou o impacto da iniciativa: “É uma peça extremamente lúdica, mas, ao mesmo tempo, muito impactante. As crianças se envolvem e absorvem a mensagem de forma significativa”.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado ressaltou a importância de levar o tema para dentro das escolas: “A prevenção começa com a informação. Quando utilizamos a linguagem da arte para dialogar com crianças e adolescentes, conseguimos sensibilizar e fortalecer a rede de proteção, contribuindo para que situações de violência sejam identificadas e combatidas pelas forças de segurança”.A iniciativa reforça o compromisso do Ministério Público de Mato Grosso com a proteção integral de crianças e adolescentes, ao apostar na educação e na cultura como instrumentos fundamentais de prevenção, conscientização e fortalecimento da rede de proteção.A montagem atual da peça conta com o ator Maicon D’Paula, diretor da Cia Vostraz, além das atrizes Fernanda Acosta e Safiri Viscony.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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