Ministério Público MT

TJ suspende liminar que proibia destruição de bens apreendidos

Publicado em

Está suspensa a liminar que impedia a destruição de bens apreendidos nas operações ambientais conduzidas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). A suspensão atendeu ao pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso em recurso de Agravo de Instrumento, interposto no Tribunal de Justiça contra liminar concedida em primeira instância pelo Juízo da Sexta Vara Cível da Comarca de Sinop, em agosto deste ano.

No recurso, o MPMT alegou que, ao proibir a destruição de bens apreendidos durante operações ambientais, o Juízo singular usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal. Sustentou que, embora não tenha sido consignado expressamente na decisão, a proibição acabou se estendendo para todo o Estado. O que, de certa forma, impediu a eficácia de dispositivos do Decreto Federal n. 6.514/2008 que regulamentam a destruição de instrumentos utilizados na prática de infrações ambientais.

A 4ª Promotoria de Justiça Cível de Sinop argumentou ainda que a destruição dos instrumentos utilizados na prática de infração ambiental não se trata de medida punitiva, mas de medida administrativa que tem o objetivo de prevenir a ocorrência de novas infrações e resguardar a recuperação ambiental.

Leia Também:  Feriado: comarca de São Félix do Araguaia suspende expediente na próxima terça-feira (15)

Para o desembargador Márcio Vidal, a preservação e a proteção do meio ambiente devem ser prioridade, mesmo com o risco de a destruição de máquinas no ato da fiscalização gerar prejuízos financeiros ao Poder Público, seja com o ajuizamento de ações indenizatórias, seja pela não incorporação das máquinas apreendidas ao patrimônio público.

“No contrabalanço entre os dois valores em jogo, na insofismável aplicação do princípio da ponderabilidade, deve-se garantir o necessário para a proteção do primeiro, que é um bem de uso comum do povo e um direito de todos os cidadãos, das gerações presentes e futuras, estando o Poder Público e a coletividade obrigados a preservar o meio ambiente equilibrado e sustentado”, afirmou.

O desembargador reafirmou a existência de base legal e jurisprudencial para a destruição e inutilização de bens particulares apreendidos em operações ambientais. Argumentou que “embora não se desconheça a possibilidade de controle jurisdicional dos atos administrativos, inclusive no que diz respeito aos seus motivos, a decisão liminar proferida na ação popular realizou espécie de controle jurisdicional prévio, geral e abstrato dos atos administrativos, presumindo ilegal toda e qualquer decisão administrativa de destruir e inutilizar bens particulares apreendidos em operações ambientais”.

Leia Também:  Corregedoria do MPMT apresenta projeto inovador em reunião nacional

Além disso, reforçou que a legislação tomou o cuidado de estabelecer meios para resguardar eventuais abusos e restituir potenciais prejuízos financeiros dos particulares, pois fixou a necessidade de lavratura de termo de destruição no qual constem “elementos que identifiquem as condições anteriores e posteriores à ação, bem como a avaliação dos bens destruídos”.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Promotor reforça combate à violência doméstica e ao trabalho infantil

Published

on

O promotor de Justiça Alysson Antonio de Siqueira Godoy, titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 706 km de Cuiabá), esteve presente, na tarde do último sábado (27), no Mutirão da Cidadania realizado no bairro Portal das Flores, uma das regiões com maior vulnerabilidade social do município. A iniciativa reuniu diversos serviços gratuitos e atividades voltadas à promoção da cidadania, à inclusão social e à garantia de direitos. Como parte das ações desenvolvidas durante o evento, o representante do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) participou de uma roda de conversa com moradores para discutir temas relacionados ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, à erradicação do trabalho infantil e ao fortalecimento da rede de proteção social. Segundo o promotor de Justiça, um dos momentos mais marcantes do encontro foi o depoimento de uma mulher negra vítima de violência doméstica. Ao relatar sua trajetória, ela afirmou que nunca havia visto uma autoridade negra em Juara, referindo-se ao promotor de Justiça. Emocionada, contou que o observava atentamente por se sentir representada, acolhida e compreendida. A participante destacou ainda que aquela identificação a fez sentir percebida pelos órgãos de governo. Sensibilizado pelo relato, o promotor de Justiça aproveitou a oportunidade para ampliar a discussão sobre questões relacionadas à população negra e à importância da representatividade nos espaços de poder e tomada de decisão. O depoimento também reforçou o debate sobre as vulnerabilidades enfrentadas por mulheres vítimas de violência, especialmente aquelas que vivem em contextos de exclusão social, racismo e desigualdade. Promovido em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, o evento ofereceu atendimentos nas áreas de assistência social, educação e saúde, além de serviços do Sistema Nacional de Emprego (Sine), vacinação, atualização do Cadastro Único, atendimentos relacionados ao Bolsa Família e corte de cabelo. A programação também contou com uma sessão de cinema ao ar livre na praça, destinada à comunidade. Também estiveram presentes no evento o prefeito em exercício Valdinei Holanda Moraes, a defensora pública Bruna Parente Arce, a secretária Municipal de Assistência Social e Trabalho, Creusa Cristina Carvalho da Mota, e representantes das Secretarias Municipais de Saúde e Educação, da Unemat e da sociedade civil.

Leia Também:  Liminar que concedeu prisão domiciliar a traficante é suspensa

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA