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Promotorias de Cuiabá iniciam etapa cultural do Lixo Zero do MPMT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) lançou na sexta-feira (30), no auditório das Promotorias de Justiça de Cuiabá, a etapa cultural do Protocolo Lixo Zero, iniciando o processo de engajamento dos integrantes da unidade após a conclusão das adequações estruturais necessárias para a destinação correta dos resíduos.A nova fase sucede o projeto-piloto realizado na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que conquistou em dezembro de 2025 o Selo Lixo Zero, tornando o MPMT o primeiro Ministério Público do Brasil a obter a certificação. Na ocasião, a PGJ alcançou 63% de desvio de resíduos do aterro sanitário, superando o mínimo de 50% exigido pelo Instituto Lixo Zero Brasil.Com os residuários instalados e a estrutura já preparada, a etapa cultural marca o início de um processo voltado à mudança de hábitos, à conscientização e ao engajamento dos integrantes da instituição.Membros, servidores, colaboradores, residentes e estagiários serão incluídos em ações educativas, campanhas internas e atividades práticas que envolvem o uso correto dos residuários e a compreensão sobre os cinco indicadores avaliados para certificação: redução e reuso, educação e conscientização, reciclagem, compostagem e ações sociais.A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, destacou que esta é a etapa mais desafiadora. “Iniciamos uma fase que lida com residência, hábito, comportamento e engajamento. Isso é muito mais desafiador do que toda a logística planejada e executada. Mas tenho certeza de que somos todos Ministério Público e que trazemos em nosso propósito a defesa do meio ambiente”, afirmou.Durante o evento, o diretor da Teoria Verde, Jean Peliciari, apresentou aos participantes os princípios do Lixo Zero e a importância de repensar o consumo. Ele explicou que o Lixo Zero consiste no máximo aproveitamento dos recicláveis e orgânicos, reduzindo ou eliminando o envio de resíduos ao aterro.“Antes de encaminhar, é melhor não gerar. Copinho descartável, pratinho, marmitex de isopor: nada disso tem reciclagem. O Lixo Zero simplifica a separação em recicláveis, orgânicos e rejeitos, facilitando a vida de todos”, afirmou Peliciari.O impacto social da separação correta também foi destacado por Rosimeire Santana, da cooperativa parceira do projeto. Ela relatou como a melhoria na qualidade dos materiais recebidos transformou a renda e as condições de trabalho das cooperadas.“Antes, muitas de nós ganhávamos 800 reais. Hoje, com o material chegando limpo, já conseguimos receber 1.800. Parece simples para quem consome, mas separar corretamente evita sujeira, riscos e machucados”, afirmou Rosimeire.A gerente do Programa MPMT Sustentável, Dalete Campos Mariano, ressaltou que o Protocolo Lixo Zero integra o projeto Vitória Régia, alinhado aos objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Para ela, o componente central do projeto é o engajamento humano.“A logística e a estrutura física são fundamentais, mas o coração do projeto é a cultura. Não adianta estruturar tudo se as pessoas não praticam. Quando alguém aprende aqui, leva para casa e para a comunidade. É esse impacto imensurável que torna a sustentabilidade tão essencial”, explicou a gerente.O diretor da sede das Promotorias, promotor de Justiça Marcos Bulhões, reforçou o compromisso da unidade com a nova fase do projeto e destacou a importância da participação de todos. “Convido todos a estenderem sua excelência diária para uma causa que exige coragem para mudar hábitos enraizados. Para que os números aconteçam, precisamos de mudança real de postura”, afirmou.O promotor também chamou atenção para a retirada das lixeiras individuais, que classificou como uma barreira simbólica e prática à gestão responsável dos resíduos. “A pequena caminhada até o residuário comum não é desperdício de tempo, é um exercício de responsabilidade compartilhada. É quando escolhemos que nosso conforto imediato não vale mais do que o meio ambiente que juramos proteger”, completou.Após a implementação na sede das Promotorias de Cuiabá, o projeto seguirá para a sede das Promotorias de Justiça de Várzea Grande, dando continuidade ao cronograma de expansão e consolidando o compromisso institucional com práticas que promovem sustentabilidade, corresponsabilidade e impacto social positivo.Programa MPMT Sustentável – O Selo Lixo Zero está inserido no Programa MPMT Sustentável, iniciativa tida como prioridade e que integra o Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do MPMT 2024-2031.Construído e executado a muitas mãos, o Programa MPMT Sustentável conta com seis eixos: institucional, ambiental, econômico, cultural, comunicação educacional e social.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT promove nova etapa de escuta social de comunidades ribeirinhas

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promove, de 15 a 18 de julho de 2026, a segunda etapa da escuta social ativa junto às comunidades ribeirinhas do Pantanal, no município de Poconé (a 100 km de Cuiabá). Desta vez, serão ouvidas a comunidade do Chumbo, pescadores de Poconé no Pesqueiro do Beição e do Porto Jofre. A programação também inclui visitas técnicas ao Instituto Urihi, ao Parque Estadual Encontro das Águas, ao Porto da Manga e reunião institucional com a organização não-governamental Panthera Brasil. A ação tem como objetivo identificar as principais demandas sociais e ambientais da população local, fortalecendo a atuação institucional voltada à defesa de direitos e à proteção do bioma. A iniciativa integra o projeto Travessia Pantaneira, desenvolvido em parceria com a Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, A Casa do Centro e a Associação dos Guardiões e Guardiãs do Pantanal de MT e MS (Aguapan).Participam da comitiva a procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza e os promotores de Justiça Henrique Schneider Neto, Joelson de Campos Maciel, Mario Anthero Silveira de Souza, Liane Amelia Chaves Mansano, Adalberto Ferreira de Souza Junior e Claudio Angelo Correa Gonzaga.“A proposta é realizar uma escuta social ativa e qualificada, ouvindo diretamente as pessoas que vivem no Pantanal e conhecem, como ninguém, a realidade e os desafios da região. Ao estar presente nas comunidades, o Ministério Público amplia sua capacidade de compreender as demandas locais e de construir soluções mais efetivas para a garantia de direitos e a melhoria da qualidade de vida da população pantaneira”, destaca a procuradora de Justiça Ana Luiza Peterlini.Na edição anterior do Travessia Pantaneira, realizada em outubro de 2025, as principais demandas apresentadas pelas comunidades estiveram relacionadas à falta de água potável, à necessidade de perfuração de poços e de sistemas adequados de tratamento de água, à regularização fundiária de áreas ocupadas há gerações e à ampliação do acesso aos serviços de saúde e educação. Os moradores também apontaram a necessidade de maior apoio no combate aos incêndios florestais, com a criação de brigadas comunitárias, além de melhorias na infraestrutura, especialmente em estradas e pontes que dificultam a mobilidade e o acesso a serviços essenciais na região.

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Foto: Projeto Travessia Pantaneira.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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