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Promotoria de Sinop recorre para aumentar pena de condenado 

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A 4ª Promotoria de Justiça Criminal de Sinop (a 500km de Cuiabá) interpôs recurso de apelação para aumentar a pena de Gustavo Ramos, conhecido como “Porquinho”, condenado por homicídio culposo no trânsito, lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante. A sentença da 4ª Vara Criminal julgou parcialmente procedente a denúncia do Ministério Público e condenou o réu à pena privativa de liberdade de sete anos e oito meses e 12 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, e suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor por três anos e seis meses. 

No recurso, a promotora de Justiça Roberta Cheregati Sanches postula a reforma na dosimetria da pena, com a fixação da pena-base em patamar superior ao estabelecido pelo juízo, aplicação da fração de 1/2 (metade) ao concurso formal de crimes, além da fixação de regime inicial mais gravoso (fechado) para o cumprimento da reprimenda. “Analisando atentamente os autos, verifica-se justa e acertada a condenação do apelado (…). No entanto, volvendo-se ao balizamento da reprimenda, detectam-se algumas incorreções, especialmente na valoração das circunstâncias judiciais negativas na primeira fase da fixação da pena; e na aplicação ínfima da fração de aumento para o concurso formal de crimes”, argumentou a promotora. 

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Para Roberta Cheregati Sanches, a pena aplicada a Gustavo Ramos “é incompatível com a extrema gravidade do caso, demonstrada pelo contexto fático probatório”. Ela reforça que o condenado “conduziu veículo automotor em situação de embriaguez alcóolica, sendo imprudente e negligente ao fazer manobras perigosas na via e imprimir alta velocidade ao veículo, dando causa ao acidente que vitimou fatalmente a jovem Marina Centena, bem como provocou lesões corporais em outras quatro vítimas, sendo que em uma delas as lesões foram de alta gravidade”.

Entenda o caso – O Ministério Público de Mato Grosso denunciou Osmar Augusto Dallastra Martinelli e Gustavo Ramos em setembro de 2020. Conforme a denúncia, na data dos fatos Osmar ingeriu bebida alcoólica e, sem habilitação, conduziu pela via pública uma caminhonete modelo S10. Ao pegar Gustavo em casa, passou a ele a direção do veículo e foram até a residência da vítima Marina Laura Centena Duarte buscá-la. Os três foram a uma festa, interrompida pela Polícia Militar. 

Assim, Osmar voltou a entregar a direção da caminhonete para Gustavo. Marina sentou-se no banco ao lado do motorista, Osmar no banco traseiro e outros quatro amigos de Marina também entraram no banco de trás da S10. “Verificou-se que na oportunidade todos estavam embriagados e continuavam ingerindo bebidas alcoólicas no interior do carro”, narrou a denúncia. 

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Segundo o MPMT, Gustavo conduzia o veículo perigosamente e em alta velocidade, e quase capotou em uma rotatória. Ao olhar para trás para interagir com os demais ocupantes do carro, colidiu na traseira de um caminhão que estava estacionado no lado direito da via. Marina faleceu no local e outras quatro pessoas, incluindo Osmar, sofreram lesões corporais. 

Pelo fato, Osmar foi condenado a nove meses de detenção, e suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor por cinco meses, e Gustavo condenado a sete anos, oito meses e 12 dias de reclusão e suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor por quatro meses. 

A 4ª Promotoria de Justiça Criminal de Sinop então interpôs embargos de declaração requerendo a aplicação de agravante e majoração das penas-bases com relação a Gustavo Ramos, entre outros pedidos, apontando omissão, contradição e erro material. O juízo deu parcial provimento aos embargos de declaração opostos pelo Ministério Público que, posteriormente, interpôs a apelação.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Promotor reforça combate à violência doméstica e ao trabalho infantil

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O promotor de Justiça Alysson Antonio de Siqueira Godoy, titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 706 km de Cuiabá), esteve presente, na tarde do último sábado (27), no Mutirão da Cidadania realizado no bairro Portal das Flores, uma das regiões com maior vulnerabilidade social do município. A iniciativa reuniu diversos serviços gratuitos e atividades voltadas à promoção da cidadania, à inclusão social e à garantia de direitos. Como parte das ações desenvolvidas durante o evento, o representante do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) participou de uma roda de conversa com moradores para discutir temas relacionados ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, à erradicação do trabalho infantil e ao fortalecimento da rede de proteção social. Segundo o promotor de Justiça, um dos momentos mais marcantes do encontro foi o depoimento de uma mulher negra vítima de violência doméstica. Ao relatar sua trajetória, ela afirmou que nunca havia visto uma autoridade negra em Juara, referindo-se ao promotor de Justiça. Emocionada, contou que o observava atentamente por se sentir representada, acolhida e compreendida. A participante destacou ainda que aquela identificação a fez sentir percebida pelos órgãos de governo. Sensibilizado pelo relato, o promotor de Justiça aproveitou a oportunidade para ampliar a discussão sobre questões relacionadas à população negra e à importância da representatividade nos espaços de poder e tomada de decisão. O depoimento também reforçou o debate sobre as vulnerabilidades enfrentadas por mulheres vítimas de violência, especialmente aquelas que vivem em contextos de exclusão social, racismo e desigualdade. Promovido em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, o evento ofereceu atendimentos nas áreas de assistência social, educação e saúde, além de serviços do Sistema Nacional de Emprego (Sine), vacinação, atualização do Cadastro Único, atendimentos relacionados ao Bolsa Família e corte de cabelo. A programação também contou com uma sessão de cinema ao ar livre na praça, destinada à comunidade. Também estiveram presentes no evento o prefeito em exercício Valdinei Holanda Moraes, a defensora pública Bruna Parente Arce, a secretária Municipal de Assistência Social e Trabalho, Creusa Cristina Carvalho da Mota, e representantes das Secretarias Municipais de Saúde e Educação, da Unemat e da sociedade civil.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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