Ministério Público MT

Promotoria cobra elaboração de plano municipal de política sobre drogas

Publicado em

Considerando que o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) foi instituído em 2006 e que até hoje o Município de Sorriso (a 420km de Cuiabá) não possui Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Conselho Municipal Antidrogas), por exemplo, a 3ª Promotoria de Justiça Cível instaurou inquérito civil para cobrar ações do poder público. Conforme a portaria, o Ministério Público vai adotar as medidas legais cabíveis para que o Município elabore e execute plano municipal de política sobre drogas (plano municipal antidrogas), com a implementação intersetorial de medidas de prevenção às drogas e a estruturação dos pontos da rede de atenção psicossocial (RAPS). 

O promotor de Justiça Márcio Florestan Berestinas determinou, como medidas iniciais, a cientificação das instituições envolvidas a respeito da instauração do inquérito civil; o agendamento de audiência pública para debater com a sociedade e o poder público a necessidade de elaboração do plano municipal antidrogas e a estruturação dos pontos da RAPS; e a recomendação ao Município para adoção de medidas para viabilizar a criação e o efetivo funcionamento do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas no prazo de 15 dias. 

Leia Também:  Promotor de Justiça será homenageado em Vila Rica 

Estabeleceu ainda que seja recomendada a adoção de providências necessárias para viabilizar a construção de unidade de acolhimento (UA) e de Residências Terapêuticas, de modo a efetivar os pontos de atenção definidos pela RAPS. Além da legislação, o promotor de Justiça considerou que as unidades básicas de saúde de Sorriso e os demais setores da saúde municipal não têm desenvolvido ações em número suficiente de prevenção às drogas, entre outras questões. 

Leia aqui a portaria na íntegra
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

Published

on

A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Leia Também:  Museu Nacional integra estudo sobre 73 coleções de história natural

Foto: Reprodução.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA