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Promotor destaca 20 Anos do SUAS em Conferência

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O promotor de Justiça Alysson Antônio de Siqueira foi um dos palestrantes da 10ª Conferência Municipal de Assistência Social, realizada pela Prefeitura de Juara (693 km de Cuiabá) nesta quinta-feira (24). Com o tema “20 anos do SUAS: construção, proteção social e resistência”, ele discutiu a atuação estratégica do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na fiscalização da política de assistência social.Durante o evento, o promotor de Justiça destacou que a intervenção do Ministério Público na área de assistência social deve estar fundamentada na defesa da ordem jurídica e na promoção da cidadania, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).“A defesa da assistência social como política pública essencial, garantidora de direitos e promotora da justiça social, seguirá sendo um compromisso permanente do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Seguiremos vigilantes e articulados com os demais atores institucionais e sociais, honrando os 20 anos de construção do SUAS com resistência, qualificação e comprometimento ético”, afirmou o promotor.20 anos do SUAS – o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é um modelo de gestão das políticas de assistência social no Brasil. Ele foi criado para organizar e coordenar os serviços, programas, projetos e benefícios oferecidos pelo governo federal, com o objetivo de garantir proteção social aos cidadãos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade.“O SUAS é resultado de uma longa trajetória de lutas sociais, articulações interinstitucionais e da consolidação da perspectiva de proteção social como dever do Estado e direito da população”, destacou o promotor Alysson Siqueira.Esse novo paradigma ganha densidade normativa e institucional com a promulgação da Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8.742/1993), que regula a organização dos serviços, programas, projetos e benefícios da política de assistência social no Brasil. A LOAS inaugura o caminho para a construção de um sistema público, com base territorial, descentralizado e estruturado pela atuação articulada entre União, Estados e Municípios, sob controle social e financiamento tripartite.No entanto, é apenas a partir de 2004, com a publicação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), por meio da Resolução CNAS nº 145/2004, que o sistema começa a ser efetivamente organizado. A PNAS define os eixos estruturantes da política, os níveis de proteção social (básica e especial), o papel dos entes federados, dos conselhos, dos trabalhadores do SUAS e das entidades da sociedade civil. No ano seguinte, em 2005, é instituída a Norma Operacional Básica do SUAS (NOB/SUAS), consolidando a estrutura de funcionamento do Sistema Único de Assistência Social como o conhecemos hoje, motivo pelo qual se celebra em 2025 os 20 anos do SUAS.O SUAS, portanto, é o sistema público nacional que organiza a oferta da assistência social no Brasil, fundamentado em três pilares: a descentralização das ações para os entes locais, o financiamento partilhado e o controle social por meio dos Conselhos. A política se organiza em dois níveis de proteção social: proteção básica, voltada à prevenção de riscos, e proteção especial, voltada ao atendimento de situações de violação de direitos.Participaram do evento o prefeito de Juara, Valdinei Holanda Moraes, a secretária Municipal de Assistência Social Cristina Mota, conselheiros municipais de Assistência Social, demais integrantes da rede socioassistencial e representantes da sociedade civil.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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