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Palestra discute gênero e paternidade no MPMT com Maria Homem

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Refletir sobre como a construção social dos papéis de gênero influencia comportamentos e perpetua desigualdades é o convite da palestra “Coisa de Menino: Uma conversa sobre masculinidade, misoginia e paternidade”, promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e conduzida pela psicanalista Maria Homem. O encontro será na próxima quarta-feira (03), das 8h30 às 10h30(horário de MT).A iniciativa é promovida pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.Durante a palestra, Maria Homem abordará a misoginia como questão estrutural na cultura brasileira, analisando como práticas e discursos perpetuam a violência contra as mulheres. Também discutirá a construção da masculinidade e da feminilidade e seus impactos na vida das mulheres no Brasil.O evento será transmitido virtualmente pela Plataforma Microsoft Teams e pelo canal oficial do MPMT no YouTube, e contará com a participação da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar, como debatedora.O público-alvo inclui membros(as), servidores(as), estagiários(as), residentes e colaboradores(as) do Ministério Público, além de estudantes e interessados em geral. As vagas são ilimitadas, e os participantes que obtiverem 75% de presença receberão certificado com carga horária de 2 horas/aula.“Mato Grosso lidera os índices de feminicídio no país, o que evidencia a urgência de enfrentar a misoginia como um problema estrutural. Este evento é uma oportunidade para ampliar o debate e promover mudanças que ajudem a romper ciclos de violência contra as mulheres”, ressaltou o procurador de Justiça titular da Especializada, José Antônio Borges Pereira.Sobre a palestrante – Maria Homem é psicanalista, professora e escritora, pós-graduada em Psicanálise e Estética pela Universidade de Paris VIII / CollègeInternational de Philosophie e pela USP. Pesquisadora do Núcleo Diversitas (USP) e professora da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), é autora de obras como “Lupa da alma”, “Coisa de menina?” e “No limiar do silêncio e da letra”. Também é coautora do livro “Coisa de Menino: Uma conversa sobre masculinidade, misoginia e paternidade”, escrito com Contardo Calligaris (in memoriam).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Procurador do MPMT apresenta Siscalc em evento do CNMP

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O procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Gerson Barbosa, apresentou o Siscalc Ambiental durante a sexta edição do programa Diálogos Ambientais, promovido pela Comissão de Meio Ambiente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A ferramenta foi destacada como uma inovação voltada a dar mais eficiência, segurança jurídica e celeridade à atuação do Ministério Público na responsabilização por danos ambientais.O Siscalc Ambiental é um sistema desenvolvido para realizar a valoração de danos ambientais de forma automatizada, padronizada e célere. Criado em 2025 e ainda em fase de desenvolvimento, o sistema atua inicialmente nos casos de desmatamento ilegal e exploração de madeira, com o objetivo de oferecer maior segurança jurídica e eficiência às promotorias de Justiça.Durante a apresentação, o procurador explicou que a ferramenta surgiu a partir da necessidade de superar entraves históricos na quantificação dos danos ambientais. “O sistema de cálculo de danos ambientais do Siscalc visa dar maior celeridade e autonomia às promotorias. Sentíamos uma insegurança jurídica devido a métodos não padronizados e a morosidade, pois o órgão de execução dependia dos técnicos do CAEX ambiental”, afirmou.Uma das principais inovações do Siscalc Ambiental é a possibilidade de o próprio membro do Ministério Público realizar os cálculos de forma imediata. Antes da implementação da ferramenta, o tempo médio para a valoração de um dano ambiental era de 136 dias, podendo chegar a oito meses. Com o novo sistema, esse prazo é reduzido para cerca de 15 minutos. “Os cálculos são automatizados em aproximadamente 15 minutos, baseados em parâmetros validados e jurisprudência”, destacou Gerson.O sistema utiliza critérios técnicos para estimar o valor do dano, considerando aspectos como o tipo de vegetação nativa afetada, o grau de impacto ambiental e a capacidade de regeneração da área degradada. Além disso, inclui custos de reposição e a aplicação de índices de correção monetária, como o IPCA, desde a data do dano até sua efetiva reparação.A escolha pelo foco inicial no desmatamento, de acordo com o procurador, está relacionada à urgência das mudanças climáticas e à importância dos biomas presentes em Mato Grosso, como Amazônia, Pantanal e Cerrado. Dados apresentados durante a exposição mostram que o ritmo de desmatamento ainda é elevado, o que reforça a necessidade de instrumentos mais ágeis e eficazes de controle e responsabilização.Durante a apresentação, foi demonstrado um caso concreto no município de Aripuanã, em que o sistema estimou, em poucos minutos, um dano ambiental superior a R$ 23 milhões, a partir de uma média de desmatamento entre 20 e 30 hectares por dia. O exemplo evidenciou o potencial da ferramenta para transformar a atuação institucional.Gerson Barbosa também adiantou que o Siscalc Ambiental seguirá em expansão, com a inclusão de novos parâmetros para ampliar sua aplicação. “O próximo passo será criar parâmetros para o cálculo de danos morais coletivos, impactos em recursos hídricos e também danos causados por empreendimentos hidrelétricos e outros”, explicou.Ao final da apresentação, o conselheiro Thiago Roberto Moraes Dias destacou a relevância da iniciativa. “Obrigado, Dr. Gerson, parabenizo pelo trabalho que encurta bastante o tempo na apuração dos danos ambientais, que talvez fosse o maior desafio nessa temática”, afirmou.Participaram da apresentação o engenheiro florestal José Guilherme Roquette, os assessores de Tecnologia da Informação do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) Rodrigo Fonseca de Moraes e Fabrício Santos da Silva, que trabalharam no desenvolvimento do sistema.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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