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Morre Neymar Jr.

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Mas será essa, de fato, a melhor solução?É isso mesmo, amigo! Você não está maluco, não! Ou será que acha que é brincadeira o dito popular de que o tempo voa? Voa, canarinho, voa! Neymar morreu! Pois saiba você que sua morte não alterou absolutamente nada na ordinariedade do Universo. Tudo continuou como dantes. A Copa do Mundo de 2082, a primeira no recém-criado Estado da Palestina — isso mesmo, o mundo reconheceu, em 2070, o direito de um povo que habita aquela região do Oriente Médio há séculos de ter o seu Estado —, seguiu seu curso regular. Quem será campeão da Copa de 2082? Não sei lhe dizer, pois não me interesso por assuntos pueris. Mas espere — a morte não é assunto pueril, concordo. É isso mesmo, amigo! Você, que assistiu às comemorações do centenário do tricampeonato de 1970, agora assiste, de camarote, às do centenário da seleção canarinho de 1982. Uma judiação aquela geração de craques não ter sido campeã, não é mesmo?! Nossa, o tempo voa mesmo! Não, ele não voa. Quem voa somos nós, criaturas viventes. O tempo, esse embusteiro, só ri de nós. Se até Neymar bateu as asas, imagine eu e você, pobre criatura! Rapaz — ou rapaza, ou rapaze; estamos em 2082 e sou livre para criar palavras — se nós, através de vídeos antigos, já nos emocionamos com a ginga daquela trinca de 1970 — Pelé, Jairzinho e Tostão — ou daquele meio-campo de 1982 — Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico —, imagine nossos bisavós e tataravós, que presenciaram o desfile desses caras pelos estádios do Brasil afora. Foram mesmo privilegiados! Opa, não me venha lembrar de coisa ruim! Você me vem falar na Copa do Mundo de 2026?! Isso me faz lembrar daquela figura asquerosa que entrou para a História como o pior presidente dos Estados Unidos da América. Recuso-me a citar o nome. De fato, junto com o Canadá e o México, os Estados Unidos sediaram aquele torneio. Aquele final de década foi especialmente complicado. Para além dos vários conflitos regionais, foi alçado à presidência dos Estados Unidos um ser humano narcisista, megalomaníaco, que gostava de humilhar o semelhante — belicista e racista. Aquela Copa ficou marcada por atos autoritários e demonstrações de xenofobia, com casos de preconceito contra torcedores, atletas e membros das delegações de países da África e do Oriente Médio. É uma Copa para se esquecer. Ou melhor: para não se esquecer. Um dos erros da humanidade é ignorar as forças destrutivas da civilização e da civilidade humana. A História nos ensinou que, quando os ególatras vencem, seu empenho se volta inteiramente à destruição das conquistas humanitárias. Onde quer que tenham imperado — lembra essa repugnante palavra, “imperador”? —, minaram a essência do que é ser verdadeiramente humano. Os exemplos estão aí: Mussolini, Hitler, Stalin, Fidel, Trump — putz, disse o nome —, Putin, Kim Jong-un, Xi Jinping, entre tantos outros, mais insignificantes, mas igualmente cruéis. Graças a Deus a humanidade vem se livrando dessas criaturas nefastas — e, a propósito, me lembrei daquele artista do século passado, Gilberto Gil: “Tu, pessoa nefasta, / Vê se afasta teu mal…” Tem também aquele pretinho antigo, o Chico César: “Deus me proteja… / da maldade de gente boa / e da bondade da pessoa ruim.” Mas você me fez lembrar de um episódio positivo daquela Copa. Vi em um documentário que o saudoso Neymar Jr. fora convocado lesionado para compor o elenco da seleção. Isso gerou muita controvérsia à época — havia os que defendiam e os que eram contra sua convocação. Fato é que, no decorrer da competição, Neymar se recuperou e fez boas partidas. Não se pode dizer que não se esforçou. Seria injusto. Mas, infelizmente, naquela Copa paramos nas quartas de final. Não dava para competir com as melhores seleções europeias, e tivemos de assistir à França ser novamente campeã. Eu não assisti, claro — pois não me interesso por assuntos pueris. Mas você pode agora esquecer a morte de Neymar Jr. e seguir sua vida, torcendo pelo Brasil na Copa do Mundo de 2082 e para que o povo palestino — e todos os povos oprimidos do mundo — se veja livre do jugo do fascismo e do nazismo, essa praga que, 150 anos depois, ainda paira sobre o mundo. Bons jogos, amigo! Aproveite. Pois assim como nossos bisavós e tataravós, que presenciaram Pelé, Garrincha, Gérson, Zico, Sócrates e Falcão jogar bola, já não mais conosco estão — bateram as asas —, assim como bateram as asas Pelé, Garrincha, Gérson, Zico, Sócrates, Falcão, Romário, Bebeto, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar, você também baterá asas, em breve. E lembre-se: tudo continuará em ordem no Universo. Pare, portanto, com as bobagens, com as brigas à toa e com o ódio. Ame! Pois só o amor salvará a humanidade da “bondade” de gente ruim. (Se gostou do texto, é de minha autoria, se não, é do Claude).*Jorge Paulo Damante Pereira é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Terceiro dia destaca atuação preventiva no combate à improbidade

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O terceiro e último dia da capacitação “Integridade em Foco: Intersecções entre Direito Eleitoral, Probidade Administrativa e Responsabilização Criminal”, nesta sexta-feira (19), realizado no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá, foi marcado por reflexões aprofundadas sobre a modernização da atuação ministerial, o fortalecimento de políticas preventivas e a difusão da cultura de integridade na administração pública.A abertura da programação foi conduzida pelo procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira, titular da Procuradoria Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, que destacou a importância de ampliar o olhar do Ministério Público para além da atuação repressiva. “A atuação que hoje almejamos requer a modernização dos métodos tradicionais, com componentes de ações proativas e resolutivas”, afirmou.A primeira palestra do dia, com o tema “Reforma da Lei de Improbidade: da atuação estruturante preventiva às medidas legais sancionatórias”, foi presidida pela promotora de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos e ministrada pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Emerson Garcia.Ao abrir o painel, a promotora de Justiça destacou a relevância da atuação interdisciplinar e a necessidade de aproximar o debate jurídico da realidade social, inclusive por meio de ações educativas. Ela relatou experiências de diálogo com a comunidade e reforçou o papel transformador da informação. “É essa ideia de pensar na estrutura, na base, de repassar o conhecimento, que pode contribuir com a proteção do patrimônio público”, afirmou.Emerson Garcia, por sua vez, apresentou uma análise crítica das mudanças trazidas pela reforma da Lei de Improbidade Administrativa, ressaltando os impactos na atuação do Ministério Público e os desafios decorrentes da nova legislação. Ele defendeu a necessidade de uma atuação estruturante e preventiva, capaz de intervir nas causas dos problemas, e não apenas em seus efeitos. “Se quisermos perpetuar um problema, ingressamos com a ação judicial e ele não será resolvido. A atuação extrajudicial de caráter estrutural é necessária, ainda que complexa”, observou.O palestrante também chamou atenção para a importância de compreender os chamados problemas complexos e para a adoção de estratégias que envolvam múltiplos atores e soluções articuladas ao longo do tempo. Para ele, a prevenção deve ocupar lugar central na agenda institucional. “O que nós temos que tentar fazer é evitar que a improbidade ocorra e mudar as feições da administração pública”, destacou.A programação seguiu com a palestra “Implementação e fortalecimento de programas de integridade e compliance”, ministrada pelos promotores de Justiça Taiana Castrillon Dionello e Gustavo Dantas Ferraz.Durante a apresentação, a promotora de Justiça enfatizou que os programas de integridade devem ser compreendidos como sistemas estruturados, formados por valores, práticas, estruturas e comportamentos. Segundo ela, esses programas são essenciais para fortalecer a gestão pública e a confiança social. “Um programa de integridade visa proteger o interesse público, promover a ética na gestão e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições”, explicou.A promotora também detalhou os principais elementos necessários para a implementação eficaz dessas iniciativas, como o comprometimento da alta administração, a definição de normas claras de conduta, a criação de mecanismos de controle e a adoção de estratégias de gestão de riscos. Para ela, a construção dessa cultura exige mudança gradual e atuação integrada. “As decisões precisam ser tomadas sempre com base no interesse coletivo, nunca no interesse individual. É o nosso fair play institucional”, pontuou.Na mesma linha, o promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz ressaltou que, embora a atuação repressiva já possua efeitos preventivos, o grande desafio atual é antecipar-se às irregularidades. “O que se está falando aqui é prevenir antes de acontecer o ilícito. É passar essa ideia para a gestão pública”, afirmou, ao destacar que a construção de uma cultura de integridade depende de ações contínuas e de longo prazo.Ele também ressaltou a importância de iniciativas estruturais e da atuação em rede para consolidar resultados. “Isso é uma mudança de cultura. Não se faz em um ano, mas com atuação permanente e acompanhamento”, completou.O encerramento do evento contou com a participação do coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, que destacou o aprendizado acumulado ao longo dos três dias de capacitação e a importância de fortalecer uma atuação cada vez mais preventiva e estruturante. Segundo ele, o encontro proporcionou “várias lições daquilo que nós podemos atuar nesta área do patrimônio público, quer na sua forma repressiva, mas muito mais agora com o viés também preventivo”.Integridade em Foco - a capacitação “Integridade em Foco: Intersecções entre Direito Eleitoral, Probidade Administrativa e Responsabilização Criminal” reuniu especialistas de destaque nacional para debater temas atuais ligados ao Direito Eleitoral, à improbidade administrativa, à integridade pública e à responsabilização criminal.  A iniciativa foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria Especializada na Defesa do Patrimônio Público, o Centro de Apoio Operacional (CAO) Eleitoral e o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena.  

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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