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Lixo Zero e proteção da fauna são destaques em entrevista

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A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a integrar o planejamento estratégico de instituições públicas. Esse foi o ponto central da entrevista das 18h, desta quinta-feira (5), do projeto Diálogos com a Sociedade, realizada no Várzea Grande Shopping, com transmissão ao vivo pelas plataformas digitais do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Durante a entrevista, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do MPMT, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, destacou que a atuação do Ministério Público na defesa do meio ambiente é parte de sua missão constitucional. “O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado precisa ser assegurado. Para isso, é necessário que haja planejamento e ações concretas, tanto da porta para fora, com projetos estruturantes como o MT Sem Lixão, quanto da porta para dentro, com práticas institucionais que promovam a mudança de cultura”, afirmou.Entre as iniciativas internas, o MPMT vem se destacando com o programa MPMT Sustentável, que atua em seis eixos e tem como meta transformar a cultura organizacional. A gerente do programa Dálete Campos Mariano, explicou que a instituição está prestes a conquistar o selo Lixo Zero, tornando-se o primeiro Ministério Público do país a alcançar esse reconhecimento. “A nossa liderança dá o exemplo. A retirada das lixeiras dos gabinetes e a implantação dos residuários nos corredores são ações que incentivam a separação correta dos resíduos e a redução da produção de lixo. Hoje, já conseguimos desviar 60% dos resíduos dos aterros sanitários e queremos avançar ainda mais”, disse.Dálete também ressaltou o impacto social da iniciativa, como a parceria com cooperativas de catadores, que aumentaram significativamente sua renda graças à destinação correta dos resíduos recicláveis. “É uma conquista coletiva que depende da ação individual de cada servidor. Quando a instituição assume esse compromisso, ela se torna multiplicadora de boas práticas na sociedade”, completou.A entrevista contou ainda com a participação de Wilmar Felipe Manzi Neto, gerente de sustentabilidade da concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela gestão da BR-163. Ele apresentou ações voltadas à preservação ambiental, como a coleta e destinação adequada de 100% dos resíduos da rodovia, a aquisição de veículos menos poluentes e a compensação das emissões de gases de efeito estufa. “Hoje, somos carbono neutro em relação ao ano de 2024. A sustentabilidade é um valor para nós, não apenas uma prioridade”, afirmou.Wilmar também destacou os programas de proteção à fauna, como a construção de passagens subterrâneas e cercas guia para evitar atropelamentos de animais silvestres. “Essas estruturas são monitoradas e fazem parte do nosso compromisso com a preservação ambiental em todos os trechos sob nossa responsabilidade”, explicou.A edição reforçou a importância do planejamento estratégico como ferramenta essencial para a implementação de políticas sustentáveis. “Quando você planeja, define onde quer chegar e como quer chegar. Sem isso, as ações se tornam aleatórias e não geram impacto real”, concluiu a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão.Assista à entrevista na íntegra aqui. Dose dupla – Nesta edição do projeto Diálogos com a Sociedade, as entrevistas serão realizadas em dois horários diários, diretamente do Várzea Grande Shopping: às 14h, com transmissão ao vivo pela Rádio CBN Cuiabá, e às 18h, com transmissão ao vivo pelo SBT Cuiabá (canal 5.1) e exibição simultânea pela plataforma MT Play. Os programas também estão disponíveis no canal oficial do MPMT no YouTube e na página institucional no Instagram. Parceria – O Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de parceiros institucionais como Águas Cuiabá, Amaggi, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Bom Futuro, CBN Cuiabá, Energisa, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Instituto Mato-grossense de Carne (Imac), Kopenhagen, Nova Rota do Oeste, Oncomed-MT, SBT Cuiabá, Sicredi e Várzea Grande Shopping.Fotos: Everton Queiroz.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Plantonista de clínica terapêutica é denunciado por morte de paciente

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A 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá denunciou, na segunda-feira (6), O. R. de S. pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. Assinada pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, A a denúncia se refere à morte de Alessandro Sidinei Braga, paciente da Clínica Terapêutica Pró Vida, na capital, ocorrida em maio deste ano nas dependências da unidade. O denunciado, que atuava como plantonista da clínica, encontra-se atualmente custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE).De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Alessandro era dependente químico, diagnosticado com esquizofrenia, e estava acolhido na instituição para tratamento. Segundo as investigações, os pacientes com esquizofrenia e mais agitados ficavam trancados durante a noite em um cômodo conhecido como “quartão”, cuja chave ficava sob responsabilidade do plantonista.Na noite de 30 para 31 de maio de 2026, Alessandro apresentou comportamento agitado, com gritos, batidas na porta do quarto e pedidos por medicação para dormir. Em razão da situação, os demais internos acionaram o plantonista, que entrou no cômodo para contê-lo. Conforme a denúncia, O. R. de S. teria submetido a vítima a sucessivas agressões físicas, incluindo manobras de estrangulamento, além de tapas e chutes. Por volta das 3h, Alessandro voltou a demonstrar agitação. O plantonista então teria realizado nova contenção física, levando a vítima novamente à perda de consciência. Em seguida, ela foi amarrada com os braços para trás por meio de uma corda e permaneceu imobilizada durante a madrugada. As práticas de violência teriam sido presenciadas por outros internos que, além de pacientes da clínica, atuavam como “monitores” em apoio aos plantonistas.A denúncia sustenta ainda que, aproveitando-se da impossibilidade de reação da vítima, que já estava contida, o plantonista a matou por estrangulamento utilizando um cinto. O laudo de necropsia apontou que Alessandro morreu em decorrência de estrangulamento, que causou uma grave lesão interna na região do pescoço.De acordo com a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, o homicídio foi praticado por motivo fútil, em razão do comportamento alterado apresentado pela vítima durante a noite. A denúncia também atribui as qualificadoras de emprego de asfixia e de recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava imobilizada no momento da ação.O denunciado foi acusado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual, com incidência das agravantes relacionadas à violação do dever inerente ao ofício e ao fato de o crime ter sido praticado contra pessoa enferma. Os delitos foram denunciados em concurso material e com as implicações da Lei dos Crimes Hediondos.Simulação de suicídio – Na denúncia, o Ministério Público relatou ainda que, na manhã seguinte do crime, o denunciado informou aos funcionários da clínica ter encontrado Alessandro em uma situação compatível com suicídio por enforcamento. Entretanto, as investigações apontaram que a cena teria sido alterada para sustentar essa versão. O laudo pericial concluiu que os vestígios identificados não davam suporte técnico à hipótese de suicídio, destacando a existência de sinais de contenção física e alterações na disposição original dos elementos presentes no ambiente.Irregularidades na clínica – Durante as investigações, o proprietário da clínica foi intimado a apresentar documentos como livros de ocorrência, receitas médicas, escalas de serviço, relação de pacientes e contratos de profissionais responsáveis pelo atendimento. Conforme a denúncia, os documentos não foram apresentados.Além disso, relatório elaborado pela Vigilância Sanitária identificou 60 irregularidades no estabelecimento. O documento aponta que a clínica operava em desacordo com as normas sanitárias vigentes, apresentava deficiência de profissionais e oferecia condições consideradas inadequadas para a assistência e segurança dos residentes.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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