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Jornada jurídica debate interculturalidade e combate ao crime

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A integração entre a comunidade acadêmica e os diferentes ramos do Ministério Público marcou a 2ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos, realizada no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, nesta segunda-feira (18). O evento, idealizado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), reuniu estudantes de Direito, membros das instituições e profissionais do sistema de Justiça.Durante a abertura, autoridades destacaram a importância da aproximação entre os estudantes e as carreiras ministeriais. O procurador-chefe do MPF em Mato Grosso, Ricardo Pael Ardenghi, ressaltou que a proposta foi despertar a curiosidade dos acadêmicos sobre a atuação dos Ministérios Públicos. “A ideia aqui é despertar o interesse de vocês, a curiosidade de vocês, para o que os Ministérios Públicos fazem em Mato Grosso. Espero que vocês aproveitem bastante, tirem dúvidas e fiquem curiosos com o que a gente faz”, afirmou.A procuradora-chefe do MPT em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, enfatizou que o encontro buscou aproximar os estudantes da realidade profissional. “O que a gente quer trazer aqui é o que fazemos em questões específicas, para poder dar exemplos e mostrar caminhos possíveis para quem está construindo sua trajetória profissional”, destacou.Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, lembrou o papel constitucional da instituição. “Há, na nossa Constituição Federal, um lugar específico para o Ministério Público, que é a defesa do regime democrático. Além disso, a importância de que a ordem jurídica seja respeitada e os interesses sociais e individuais sejam protegidos”, afirmou.Interculturalidade e respeito às diferenças – o primeiro painel da jornada teve como tema “O Ministério Público na Defesa da Interculturalidade”. Os debates foram mediados pelo procurador-chefe do MPF, Ricardo Pael Ardenghi, e contaram com a participação do procurador da República Guilherme Fernandes Ferreira Tavares, da promotora de Justiça do MPMT Maria Coeli Pessoa de Lima e do procurador do Trabalho Pedro Henrique Godinho Faccioli.Ao discutir a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais, a promotora de Justiça Maria Coeli Pessoa de Lima destacou a necessidade de respeito às especificidades culturais sem relativizar direitos fundamentais. “Sempre que vamos tratar com comunidades indígenas e tradicionais, precisamos ter muito respeito. Eles têm o direito de viver a diferença deles. Mas violência nunca é cultura”, afirmou.A promotora também chamou atenção para os desafios enfrentados por mulheres indígenas e quilombolas no acesso à rede de proteção. “Temos barreiras geográficas, linguísticas e o racismo estrutural. O nosso grande desafio hoje é evitar que a violência chegue ao feminicídio nessas comunidades”, alertou.Combate ao assédio eleitoral – na sequência, os participantes acompanharam o painel “O Ministério Público no Combate ao Assédio Eleitoral”, mediado pela procuradora-chefe do MPT, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani. Integraram a mesa o procurador da República Fabrizio Predebon da Silva, o promotor de Justiça do MPMT Mauro Poderoso de Souza e o procurador do Trabalho Pedro Henrique Godinho Faccioli.Durante o debate, Mauro Poderoso destacou a complexidade do Direito Eleitoral e os impactos imediatos das decisões tomadas pela Justiça nessa área. “O direito eleitoral hoje é o direito mais complexo que existe. É um ramo que tem efeito imediato; você vê senador cassado, deputado cassado e presidente com inelegibilidade”, observou.O promotor também abordou o fenômeno do assédio eleitoral e a influência do crime organizado nos processos democráticos. “O assédio eleitoral é devastador; ele gera inelegibilidade, que é a pior consequência no direito eleitoral”, afirmou.Enfrentamento às facções criminosas – o terceiro e último diálogo teve como tema “O Ministério Público no Enfrentamento às Facções Criminosas”. A mediação foi conduzida pelo promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro. Participaram da mesa a procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, o promotor de Justiça do MPMT Rodrigo Ribeiro Domingues e a procuradora do Trabalho Valdenice Amália Furtado.Durante sua exposição, Rodrigo Ribeiro Domingues abordou os avanços da nova legislação de enfrentamento às organizações criminosas e os instrumentos voltados ao enfraquecimento financeiro das facções. “A lei antifacção trouxe aspectos importantes para combater esse estado paralelo. Criou tipos penais específicos, como o de domínio social estruturado, e aumentou a reprimenda estatal”, explicou.O promotor ressaltou que o controle territorial exercido por grupos criminosos exige uma resposta integrada do Estado. “O principal avanço é o compartilhamento de informações e a cooperação. Cada instituição possui sua expertise e, reunidas, essas potencialidades otimizam a persecução penal”, destacou.A 2ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos foi realizada em alusão ao Dia do Estagiário e teve como objetivo aproximar os estudantes da prática ministerial, promovendo reflexões sobre temas que desafiam diariamente o sistema de Justiça e fortalecendo o diálogo entre academia e instituições públicas.Fotos: MPT-MT

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Jovem Ouvidor amplia ações em escolas estaduais da capital

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A aproximação entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a comunidade escolar ganhou mais um importante capítulo com a realização de novas visitas do projeto Jovem Ouvidor nas Escolas Estaduais André Avelino Ribeiro, no CPA 1, e Dione Augusta Silva e Souza, no CPA 4, em Cuiabá. Durante as agendas, a Ouvidoria Geral do MPMT promoveu encontros com estudantes, gestores e educadores, além do sorteio dos alunos que irão participar da experiência formativa junto à instituição.A iniciativa tem como objetivo estimular a cidadania, fortalecer a participação dos jovens na vida escolar e apresentar aos estudantes o papel da Ouvidoria como canal de escuta e de garantia de direitos. Os alunos selecionados terão a oportunidade de conhecer o funcionamento do Ministério Público, acompanhar atividades da Ouvidoria e, posteriormente, atuar como multiplicadores das informações em suas respectivas escolas.A ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, ressaltou que o projeto representa uma importante ferramenta de transformação social. “Esse é um projeto piloto que nós estamos levando aos colégios. Os jovens ouvidores nos auxiliarão e se auxiliarão, aos colegas e aos familiares, a perceber as coisas irregulares, as coisas erradas. Queremos que esses estudantes sejam protagonistas, conheçam seus direitos e contribuam para a construção de uma sociedade mais participativa e consciente”, afirmou.Para um professore Paulo Roberto Santana Junior, a presença do Ministério Público no ambiente escolar fortalece o vínculo entre a instituição e a sociedade. “Eu penso que essa é uma iniciativa extremamente importante de aproximar o Ministério Público da comunidade, especialmente da comunidade escolar. Ter um estudante nosso participando do projeto como ouvidor é realmente um motivo de muita alegria para nós aqui da escola. Vai trazer uma série de benefícios e permitir que os estudantes entendam melhor o papel da Ouvidoria do Ministério Público”, destacou.Na Escola Estadual Dione Augusta Silva e Souza, a diretora Telma Bezerra Cavalcante enfatizou o caráter formativo da proposta. Segundo ela, a oportunidade amplia a consciência cidadã dos estudantes e fortalece o conhecimento sobre os instrumentos disponíveis para a defesa de direitos.“Eu vejo essa iniciativa do Ministério Público de ir às escolas e trazer essa proposta do Jovem Ouvidor como algo muito positivo na formação deles enquanto cidadãos. Eles passam a conhecer os mecanismos que a sociedade tem para buscar ajuda e solicitar seus direitos. Conhecer isso ainda nessa fase da vida amplia horizontes e os torna cidadãos mais ativos e conscientes, tanto dos seus direitos quanto dos seus deveres. Dentro da escola, temos certeza de que isso fará muita diferença na formação e na atuação deles enquanto estudantes”, afirmou.Representando a Secretaria Municipal de Educação, Elizabeth Rodrigues também destacou a importância da parceria institucional. “O projeto Jovem Ouvidor é muito importante porque aproxima a instituição Ouvidoria do Ministério Público da escola. Isso é importante para o estudante porque ensina cidadania na prática. O aluno entende que pode ter voz ativa dentro e fora da escola. Essa experiência contribui para que ele exerça seus direitos e sua cidadania nos diferentes espaços em que atua”, observou.Por meio do projeto, os estudantes selecionados participam de uma imersão na Ouvidoria do MPMT, conhecendo os canais de atendimento, os fluxos de encaminhamento de demandas e a atuação do Ministério Público na defesa da sociedade. Após essa etapa, retornam às escolas para compartilhar o aprendizado com colegas, professores e familiares, fortalecendo a cultura da participação e da escuta ativa. Ao final do ciclo, também apresentam um relatório com as principais demandas e percepções identificadas no ambiente escolar.Antes das visitas às escolas estaduais, o projeto já havia passado pela EMEB Ulisses Guimarães e pela EMEB Esmeralda Campos Fontes, ambas em Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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