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Autoridades discutem proteção de crianças e adolescentes em MT

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Com foco na promoção dos direitos de crianças e adolescentes, teve início nesta quinta-feira (29 de maio), no Plenário 1 “Desembargador Wandyr Clait Duarte” do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o 4º Encontro Estadual da Criança e do Adolescente. O evento reúne magistrados, membros do Ministério Público, profissionais da rede de proteção e representantes da sociedade civil para dois dias de debates e troca de experiências voltadas à efetivação das garantias previstas na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente.Na abertura, a vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, destacou o papel do Judiciário e do Ministério Público na conscientização social e na defesa da infância. “A importância desses eventos está na aproximação com a sociedade, para destacar os problemas enfrentados por crianças e adolescentes, os direitos que devem ser garantidos e as medidas necessárias. É com esse espírito de responsabilidade compartilhada que damos início ao quarto encontro estadual. Aqui, não se trata apenas de debater políticas, mas de reafirmar valores e lembrar que proteger a infância é proteger o nosso próprio futuro”, afirmou.Mesmo ausente em virtude de compromisso em outro Estado, o corregedor-geral de Justiça do TJMT, desembargador José Luiz Leite Lindote, enviou uma mensagem aos participantes. “Infelizmente, não pude estar presente devido à participação no 95º encontro do Colégio de Corregedores Gerais dos Tribunais de Justiça. Mas não poderia deixar de enviar uma mensagem a todos. Reunir magistrados, promotores e profissionais da área para debater temas como saúde, educação, depoimento especial, entrega voluntária e medidas socioeducativas é um passo necessário para garantir uma atuação mais qualificada e comprometida com os direitos das crianças e dos adolescentes”, disse.A juíza-auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do TJMT e coordenadora do evento, Anna Paula Gomes de Freitas, reforçou que o encontro é essencial para reunir os diversos atores do sistema de garantia de direitos.“Precisamos refletir sobre a situação, abandonar práticas ultrapassadas e aprimorar nossa atuação. Os desafios são muitos, os recursos são limitados, e por isso precisamos de sensibilidade e compromisso, mais do que apenas conhecimento técnico”, enfatizou. “Essa luta não pode ser só institucional, ela precisa ser vocacional”, disse.A relevância da articulação institucional no mês de maio, simbólico para a infância, foi pontuada pelo juiz-auxiliar da Presidência do TJMT e coordenador da Coordenadoria da Infância e Juventude, Túlio Duailibi Alves Souza.“São temas diversos, mas interligados, que envolvem o enfrentamento à violência sexual, ao abuso e à exploração. Precisamos avaliar o que o Estatuto da Criança e do Adolescente conseguiu transformar desde 1990 e, principalmente, o que ainda falta garantir. O número de crianças institucionalizadas no país mostra que ainda há muito a ser feito”, afirmou.Também presente no evento, o juiz Tiago Souza Nogueira de Abreu, titular da Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande, pontuou a importância do encontro para o fortalecimento da rede. “Esse evento nos aproxima, permite a troca de experiências entre colegas e fortalece o trabalho nas comarcas, promovendo uma atuação mais integrada e eficiente”.Para o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, coordenador do evento pelo Ministério Público, o encontro é um marco na construção de uma rede coesa.“Estamos no quarto encontro estadual, uma parceria sólida entre o TJMT e o Ministério Público. São dois dias de intensos debates, com a participação de juízes, promotores, conselheiros tutelares, psicólogos e outros profissionais da rede de proteção. Precisamos enfrentar, unidos e capacitados, os desafios da infância e juventude, especialmente nas áreas de saúde, educação e combate à violência sexual.”Tatiane Barros Ramalho, presidente do Instituto Mato-Grossense de Advocacia Network (Iman), destacou que o fortalecimento da rede é essencial para garantir os direitos da infância.“Quanto mais fortalecidos estivermos, mais efetivo será nosso trabalho em prol de crianças e adolescentes em Mato Grosso. Este é um evento que vem para conscientizar a sociedade sobre a prioridade absoluta das crianças e adolescentes. O Iman é um parceiro do Tribunal de Justiça, do CEDCA, do Ministério Público, e eu acho muito importante esse fortalecimento da rede de proteção, porque quanto mais forte estivermos, mais a gente consegue trabalhar em prol da criança e do adolescente do nosso Estado”, afirmou.Lindacir Rocha Bernardon, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), ressaltou a importância do evento. “Neste espaço de diálogo e reflexão, é essencial reafirmarmos que a proteção integral da infância e adolescência exige compromisso ético, coragem política e, sobretudo, parcerias sólidas como essa que hoje nos orgulha tanto. Tenho certeza de que este encontro será mais uma oportunidade para fortalecer nossa rede, aprimorar estratégias e reafirmar nosso compromisso com o princípio constitucional da prioridade absoluta”, disse.Eliacir Pedrosa da Silva, assistente social da Ampara, mestra em orientação do comportamento na primeira infância, falou sobre o fortalecimento da rede de assistência. “Eventos como esse são fundamentais porque atualizam e fortalecem a rede socioassistencial. É com essas parcerias que conseguimos encontrar soluções para os desafios que enfrentamos no dia a dia.”A programação contou com apresentação do Instituto Flauta Mágica. Em seguida houve a palestra “Violação e Proteção dos Direitos das Crianças e Adolescentes”, proferida pelo procurador de Justiça Sávio Bittencourt, do Rio de Janeiro. Participaram como debatedores Paulo Prado, Túlio Duailibi e Anna Paula Freitas. Ao longo da quinta-feira, temas como depoimento especial (Lei 13.431/2017) e o papel institucional na efetivação dos direitos à saúde e educação também estiveram em pauta. O encerramento do dia será marcado pela instalação do Fórum Estadual de Juízes da Infância e Juventude de Mato Grosso.Na sexta-feira (30), o evento segue com palestras sobre acolhimento familiar, entrega voluntária para adoção, enfrentamento à violência sexual e medidas socioeducativas, com participação de juízes e promotores de diversos estados. A última palestra será proferida pela juíza Claudia Catafesta, do TJPR e auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ).Estiveram presentes no evento o corregedor-geral do Ministério Público, João Augusto Veras Gadelha; os desembargadores Antônia Siqueira Gonçalves e Juvenal Pereira da Silva, membros da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja); o diretor-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargador Marcio Vidal; as juízas da 1ª e 2ª Varas Especializadas da Infância e Juventude de Cuiabá, respectivamente, Gleide Bispo Santos e Leilamar Aparecida Rodrigues; o juiz Thiago Souza Nogueira de Abreu, representando a Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM); a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Paes; a presidente da Comissão da Infância e Juventude da OAB/MT, Cíntia Nágila Santos; a defensora pública Regiane Xavier Dias, representando a defensora Pública-Geral Maria Lusiane Castro; a secretária-geral da Ceja, Elaine Zorgetti; além de juízes e juízas da Capital e do interior do Estado, servidoras, servidores, público externo.

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Fotos: Josi Dias | TJMT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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TAC firmado pelo MPMT garante moradia segura a famílias em área de risco

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Poconé (a 100 km de Cuiabá) celebrou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir moradia segura a 13 famílias que viviam em área de risco geotécnico próxima a uma cava de mineração desativada. O acordo foi celebrado com o Município, a Defensoria Pública e empresas do setor de mineração, com apoio da Câmara Municipal e da Cooperativa de Desenvolvimentos Minerais de Poconé Ltda. (Cooper Poconé). Articulado pelo promotor de Justiça Mário Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, o TAC tem como principal objetivo preservar a vida, a integridade física e o direito à moradia dos cidadãos afetados. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) teve início após denúncia encaminhada à Ouvidoria, relatando rachaduras, afundamentos de solo e o comprometimento estrutural de residências localizadas na Avenida Porto Alegre, em Poconé. Diante dos fatos, foi instaurado um inquérito civil com a requisição de vistorias e laudos técnicos à Agência Nacional de Mineração (ANM), à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e à Defesa Civil Estadual. As investigações confirmaram que 13 residências apresentavam sérios danos estruturais e risco de colapso. Conforme os laudos produzidos pela ANM, Defesa Civil do Estado de Mato Grosso e Cooper Poconé, os problemas foram ocasionados por atividades clandestinas de mineração realizadas por “filãozeiros”, que promoveram escavações irregulares para extração de ouro. Em algumas residências foram identificados túneis subterrâneos decorrentes dessas atividades, aumentando significativamente o risco para os moradores. O acordo prevê a remoção assistida das famílias residentes na área de risco, bem como o pagamento de auxílio-moradia temporário, na modalidade de aluguel social, até a conclusão de novas unidades habitacionais. A construção de 13 casas será viabilizada por meio de parceria entre o Município de Poconé e empresas de mineração participantes do TAC. Também ficou estabelecido que a empresa de mineração realizará o tamponamento da cava localizada nas proximidades do Parque Temático Beri Poconé, com apoio da Cooper Poconé. Após a recuperação e revitalização da área, o espaço será destinado ao Município de Poconé para utilização pública futura. O TAC estabelece ainda a adoção de medidas preventivas para verificar a existência de outros pontos de risco na região. A Prefeitura de Poconé, por intermédio da Defesa Civil e de profissionais da engenharia, realizará avaliação estrutural das residências localizadas nas adjacências da cava. Paralelamente, a Cooper Poconé promoverá estudos geológicos das vias públicas e dos terrenos da área para identificar eventuais situações de instabilidade do solo e riscos adicionais à população. O descumprimento das obrigações assumidas no acordo poderá resultar na aplicação de multa diária de até R$ 5 mil, conforme previsto nas cláusulas pactuadas entre as partes. Para o promotor de Justiça Mário Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, “a solução consensual prioriza a proteção da vida e da segurança da população, assegurando resposta rápida às famílias afetadas e contribuindo para a mitigação dos impactos socioambientais decorrentes da ocupação urbana em área de risco”. Após o cumprimento integral das obrigações pactuadas, o procedimento foi arquivado e encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público para homologação.Foto: Google maps.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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