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Apiacás promove workshop sobre produção agrícola sustentável

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Nos dias 8 e 9 de abril, o município de Apiacás recebeu uma equipe técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para o Workshop “Sistemas de Produções Agrícolas Sustentáveis para Apiacás”. O evento contou com a integração de esforços entre o Ministério Público e a Prefeitura Municipal, visando à elaboração de um diagnóstico rápido do sistema de produção agropecuário local. Além disso, foram discutidos projetos de pesquisa, desenvolvimento, inovação e tecnologia para otimizar a utilização de recursos naturais de forma sustentável.
A região de Apiacás enfrenta sérios desafios ambientais, como desmatamento e incêndios florestais, que preocupam tanto a Promotoria de Justiça quanto a comunidade. A recuperação do dano ambiental e a recomposição da floresta são prioridades. Nesse sentido, o Ministério Público também está comprometido com a sustentabilidade econômica da cidade, cuja economia é baseada no agronegócio. “É conscientizar os produtores sobre formas de produção menos agressivas ao meio ambiente”, explicou o promotor de Justiça, Adalberto Biazotto Junior, da 1ª Promotoria de Justiça de Apiacás.
Durante o workshop, foram realizadas visitas técnicas a propriedades locais, com foco na piscicultura, agricultura familiar e cafeicultura. O evento contou com a presença do Sindicato Rural de Apiacás, o Poder Legislativo, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Conselho Municipal do Meio Ambiente, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT).
“Os produtores rurais adquiriram conhecimento técnico para regularizar a sua atividade de forma sustentável. Todos ganham com isso, tanto o produtor rural quanto o município, porque o produtor rural vai trabalhar da forma certa e vai poder ter conhecimento de gestão, de gerenciamento, podendo aumentar a sua rentabilidade familiar”, explicou a vice-prefeita e secretária Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Fabiana Pessoa.
A participação da Embrapa no evento foi por meio de solicitação do Ministério Público de Mato Grosso. Através de uma metodologia participativa, foi realizado o levantamento de informações relacionadas ao clima, solo, relevo, principais produções e atividades agrícolas da região.
O workshop resultou na elaboração de um acordo técnico entre a Prefeitura Municipal e a Embrapa, voltado ao treinamento e capacitação em temáticas voltadas à fruticultura, olericultura, piscicultura e na área empresarial, atividades voltadas a sistemas integrados, como integração lavoura-pecuária ou sistema silvipastoril também.
“Gostaríamos também de parabenizar o Ministério Público no município de Apiacás, que, através de ações concretas de seu representante, deu luz a oportunidades que fazem o uso sustentável dos recursos naturais aplicados à agropecuária”, destacou Laurimar Gonçalves Vendrusculo, chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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