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Workshop sobre produção sustentável reuniu setores público e privado para discutir desenvolvimento aliado à conservação ambiental

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O Governo do Estado de Mato Grosso e Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) realizaram nesta sexta-feira (3.10), o Workshop “Diálogo Produtivo: A solução sustentável para Mato Grosso”. Durante o workshop foram discutidas estratégias e soluções para uma produção sustentável no estado visando o desenvolvimento com conservação ambiental, além de temas como regularização de imóveis rurais e passaporte verde. O evento reuniu representantes do setor público e privado com a participação de mais de 60 pessoas no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

A programação incluiu dois painéis. O primeiro com o tema “Oportunidades e desafios nos mercados consumidores” e o segundo sobre “Estratégia público-privada para o fortalecimento de uma cadeia produtiva sustentável”.

Durante a solenidade de abertura, o vice-governador Otaviano Pivetta destacou que o Estado precisa dar cada vez mais abrangência para as iniciativas que discutem práticas sustentáveis e trabalha de forma integrada com a iniciativa privada.

“Este encontro reúne técnicos e técnicas capacitados, regulados a diversos órgãos, empresas e institutos que discutem práticas sustentáveis e a evolução em nosso sistema produtivo. Mato Grosso é um estado de oportunidade e a produção de carne bovina é cada dia mais pujante e ampla. Temos certeza que aqui tem muitas opiniões, sugestões para melhorar o nosso sistema de produção, de comunicação e de profissionalismo que cada vez mais o mundo exige de nós”.

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A Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, ressaltou o diálogo com o setor produtivo visando a sustentabilidade e o desenvolvimento, com conservação dos recursos naturais.

“Nós temos dialogado com o setor produtivo, com o segmento da carne, construindo soluções que visam a produção sustentável e isso inclui alternativas para aumentar a produção e melhorar as estratégias de regularização ambiental. Mato Grosso é um estado que produz e que conserva e nós vamos manter sempre a transparência, a construção coletiva e o diálogo que crie soluções para os problemas que temos no dia a dia, envolvidos nessa matriz que visa desenvolvimento econômico social com responsabilidade ambiental”.

O presidente do Imac, Caio Penedo, reforçou a importância do diálogo, para o fortalecimento da cadeia produtiva.

“Mato Grosso é referência sustentável, que conserva mais de 60% de seu território e tem um clima tropical que proporciona uma produção de baixo carbono. Esses diálogos são importantes para promover nossa carne com uma produção comprovadamente sustentável, que por meio do workshop a gente consiga consolidar estes dados que possam ser encaminhados para o governo estadual para se transformar em políticas públicas”.

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Um dos temas discutidos durante o workshop foi o Passaporte Verde que tem como objetivo ampliar o acesso aos mercados internacionais, unindo a qualidade da carne com a sustentabilidade na produção.

“O Imac, nestes últimos 7 anos, construiu uma série de políticas apresentadas aqui, como o Passaporte Verde que está na Assembleia e foi um projeto construído por instituições produtivas, Governo do Estado, Ministérios Públicos Estadual e Federal para mostrar ao mundo que nossa carne é sustentável e de qualidade. O que se constrói dentro do Instituto é fruto do dialogo da iniciativa privada com o governo de Mato Grosso”, frisou o Secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

O superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer, que representou a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso no workshop, ressaltou que o principal objetivo do evento é contribuir e debater ações para fortalecer o planejamento e execução da cadeia pecuária nos próximos anos.

“É importante participar das discussões da preparação do Passaporte Verde e de mecanismos que vão garantir que a nossa pecuária se desenvolva nos próximos anos e que irão contribuir e colaborar para o seu desenvolvimento”.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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