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Vice-governador vistoria local que vai receber Ganha Tempo e delegacia no Pedra 90 em Cuiabá

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O vice-governador Otaviano Pivetta vistoriou, neste sábado (28.2), a antiga Escola Estadual Rafael Rueda, no bairro Pedra 90, em Cuiabá, onde será implantado o Centro Integrado de Serviços Públicos. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, acompanhou a vistoria no local.

O espaço reunirá uma unidade do Ganha Tempo e uma delegacia da Polícia Civil, concentrando serviços estaduais e municipais em um único local, o que vai facilitar o acesso da população e reduzir deslocamentos.

“Estamos concentrando os serviços para que o cidadão encontre tudo o que precisa do Governo em um único espaço, garantindo mais eficiência no atendimento, em parceria com o município. Este é um projeto piloto, que começa por Cuiabá e poderá ser ampliado para outros municípios”, afirmou o vice-governador.

O novo centro será instalado no prédio da antiga escola, que foi transferida para uma estrutura nova em outro endereço. O projeto, conduzido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), prevê a retirada dos muros e a readequação dos ambientes internos, transformando o prédio em um espaço aberto, moderno e integrado a uma praça pública. A quadra poliesportiva será revitalizada e incorporada ao complexo.

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A unidade do Ganha Tempo terá climatização, nova iluminação, vidros nas janelas e balcões de atendimento com serviços do Intermat e demais órgãos estaduais. Na área de segurança, o complexo contará com a presença da Polícia Militar e da Polícia Civil, podendo abrigar núcleo especializado de atendimento à mulher, conforme estudo técnico.

O Centro Integrado atenderá não apenas o Pedra 90, mas também bairros como Nova Esperança, Distrito Industrial e Osmar Cabral, uma região com cerca de 120 mil habitantes.

O prefeito de Cuiabá ressaltou a importância da parceria com o Estado. “Essa é uma iniciativa do vice-governador Otaviano Pivetta que garante a presença efetiva do Estado no Pedra 90. Nós estamos juntos aqui porque vamos trabalhar juntos. O espaço carrega um significado importante para a comunidade e será preservado e modernizado, ampliando os serviços oferecidos à população”, afirmou.

Também participaram da vistoria o deputado estadual Eduardo Botelho, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão Basílio Bezerra, o comandante-geral da Polícia Militar Fernando Tinoco, além de secretários municipais, vereadores e autoridades locais.

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Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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