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Unemat registra crescimento de 67% na procura por auxílios estudantis

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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) registrou 4.011 inscritos nos programas de auxílio moradia e alimentação no primeiro semestre de 2025. O número representa um salto de 67% em comparação aos 2.399 registros de 2023, primeiro ano da atual gestão. O balanço da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) confirma ainda a execução de 95% do orçamento previsto, índice superior à média dos últimos três anos.

Para assegurar o atendimento, a gestão da Universidade priorizou os recursos da assistência estudantil. “A decisão da Reitoria foi manter integralmente os auxílios e bolsas, assegurando a permanência dos acadêmicos”, disse a pró-reitora, Juliana Mattiello. Segundo ela, o remanejamento administrativo evitou prejuízos diretos aos estudantes em vulnerabilidade.


Eficiência administrativa e inovação

A otimização dos recursos é atribuída à customização do Sistema de Auxílio Estudantil (SAE) e à atuação descentralizada dos Centros de Assistência Estudantil (Caests). O fluxo de seleção passou a contar com dois processos seletivos por semestre, aproveitando cadastros de reserva para garantir que o recurso não ficasse ocioso.

A consolidação do SAE permitiu a automação das etapas de inscrição e análise documental, reduzindo falhas processuais registradas em anos anteriores. De acordo com a pró-reitora, o sistema passou por customizações sucessivas entre 2023 e 2025 para tornar a interface mais acessível e o processamento de dados mais célere. Esse refinamento tecnológico foi determinante para absorver o volume recorde de candidatos e permitir que as equipes técnicas dos câmpus focassem na etapa de entrevistas e no acolhimento direto dos estudantes.

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A pró-reitora de Assuntos Estudantis também credita o avanço à descentralização do atendimento, já que a implantação dos Caests nos câmpus facilitou este acolhimento e reduziu a burocracia. “A instalação dos Caests deu voz e referência aos alunos nos câmpus”, afirma Juliana. “Administrativamente, o processo tornou-se mais ágil. Hoje os alunos têm uma referência técnica dentro de cada unidade para resolver demandas emergenciais e processos de seleção”, pontua a pró-reitora.

Recentemente, a Prae também destinou recursos de emendas parlamentares na ordem de R$ 7 mil por câmpus, para suprir demandas imediatas e materiais permanentes dos Caests.

Mobilidade e apoio aos povos indígenas

Um dos eixos centrais do balanço é a expansão da política de transporte. Com o projeto piloto em Pontes e Lacerda, a Unemat articulou a aprovação de uma lei complementar na Assembleia Legislativa que prevê R$ 3 milhões anuais entre 2025 e 2027. O objetivo é, inicialmente, levar o benefício aos câmpus com alta demanda regional, como Barra do Bugres, Cáceres, Diamantino e Tangará da Serra.

Simultaneamente, o apoio aos estudantes indígenas dobrou no último ano, a oferta saltou de 49 auxílios em 2024 para mais de 110 em 2025, impulsionada pelo novo sistema de cotas e pelo aumento de ingressantes nos câmpus de Juara e Tangará da Serra. A expectativa da Prae é que o número de beneficiários indígenas alcance a marca de 150 ainda em 2026.

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Incentivo científico

A assistência estudantil também registrou avanço no Auxílio Evento. Diferente do suporte de permanência, esta modalidade exige a aprovação de artigos acadêmicos para o custeio de viagens e publicações. Este auxílio permitiu que estudantes da graduação e pós-graduação apresentassem trabalhos em nível nacional em estados como Pará e Pernambuco.

Evolução da Assistência Estudantil na Unemat (2023–2025)

Crescimento da Procura por Auxílios Alimentação e Moradia

*2023/1:* 2.399 inscritos

*2024/1:* 3.711 inscritos

*2025/1:* 4.011 inscritos

Evolução total: crescimento de 67,1%

Fonte: Governo MT – MT

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Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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