O deputado federal Nelson Barbudo afirmou que o Governo de Mato Grosso tem sido resolutivo com os recursos públicos em prol do cidadão mato-grossense.
A fala se deu no lançamento do programa “Tolerância Zero ao Crime Organizado”, nesta segunda-feira (25.11), no Palácio Paiaguás, para intensificar as ações de segurança pública no Estado.
“Governador, tenho certeza que o projeto vai satisfazer a sociedade. Tudo o que o senhor faz, tem sido bem feito. O senhor tem conseguido reverter os impostos captados pelo Governo em prol do cidadão mato-grossense. E, se depender da bancada federal e da Assembleia Legislativa, em breve o Estado de Mato Grosso será modelo. Nós haveremos de mostrar ao Brasil que o povo mato-grossense sabe fazer Justiça com esse novo projeto”, disse na cerimônia de lançamento.
O deputado federal apontou que a indignação de Mauro Mendes, quanto a frouxidão da legislação penal atual, é compartilhada pelos parlamentares do Estado.
“Nós esperávamos uma atitude como esta porque o senhor, governador, dava mostras de estar insatisfeito com o sistema penal. Usando as suas palavras, este sistema frouxo de leis. A bancada federal estará empenhada para contribuir, em gênero, número e grau, para aumentar as penas dos crimes”, destacou.
O pacote de medidas inclui a criação da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), que será desmembrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e cuja mensagem será enviada para a Assembleia Legislativa ainda nesta semana, além da criação da Centro de Monitoramento externo do todo o Sistema Penitenciário do Estado por meio de câmeras do programa Vigia Mais MT.
A Operação Território Livre, da Secretaria de Segurança Pública, já prendeu 95 suspeitos de integrar facções criminosas. Desses, 12 foram presos em flagrante delito por furto e tráfico, e 12 eram foragidos da Justiça que tiveram seus mandados de prisão cumpridos.
Desencadeada no dia 17 de abril, como parte do Programa Tolerância Zero às Facções Criminosas, a operação resultou ainda na apreensão de 28 armas de fogo, incluindo 12 de grosso calibre, como rifles e espingardas, armamento classificado como de grande potencial ofensivo, além de 500 munições.
A Território Livre, que também inclui ações voltadas à prevenção e repressão no âmbito da violência doméstica, já realizou 75 visitas de fiscalização do cumprimento de medidas judiciais restritivas, impostas a agressores para responder por seus crimes em liberdade. Os relatórios das visitas são apresentados à Justiça.
Com essa operação, o Governo do Estado, por meio da Sesp-MT, está intensificando a presença das forças policiais em um trabalho orientado por inteligência policial. Ou seja, ações planejadas a partir de estudos e análises que direcionam o reforço ostensivo de acordo com modalidades e índices criminais, entre outros indicadores.
O balanço desses 20 dias é referente aos municípios de Cáceres, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Juína e Sinop, os cinco primeiros a intensificar o policiamento. Nas ruas desses municípios, equipes do Batalhão Rotam, unidade da Polícia Militar sediada em Cuiabá, estão se somando ao policiamento cotidiano e especializado do interior, como Forças Táticas, pelotões de moto-patrulhamento e grupos de apoio (GAP).
“Esses primeiros resultados mostram mais que a importância da intensificação do policiamento para melhoria da segurança da população. Comprova que orientar as ações por inteligência policial é um modelo de enfrentamento que possibilita uma atuação cirúrgica no combate às facções. Leva-nos, de forma direta, embasada em apuração e produção prévia de provas, a prender criminosos, retirar armas ilegais de circulação e contribuir para investigações que buscam identificar e apreender bens adquiridos com o crime, por exemplo”, destaca a secretária de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho.
“A Território Livre é uma operação que estamos levando a todos os municípios como parte do trabalho focado nos três eixos do planejamento que elaboramos como prioridade para a Segurança Pública: policiamento ostensivo orientado por inteligência policial, asfixia financeira das facções e combate à violência doméstica”, completa a secretária.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.