MATO GROSSO

Tolerância Zero reduz homicídios em 25% e causa prejuízos de R$ 1 bilhão às facções criminosas em MT

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O Governo de Mato Grosso apresentou, nesta quinta-feira (27.11), o balanço do primeiro ano do programa Tolerância Zero que confirmaram a redução significativa de diversos indicadores criminais no Estado. Os números foram apresentados pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel PM César Roveri.

Conforme o balanço, Mato Grosso apresentou redução de 25% nos crimes de homicídio, passando de 879 registros, entre novembro de 2023 e novembro de 2024, para 661 no mesmo período seguinte.

“Essa redução representa 208 vidas salvas em relação ao ano anterior. Para além da redução numérica, a queda nesses 12 meses representa a preservação dessas vidas, uma média de 17 ao mês”, destacou o secretário César Roveri.

Já as apreensões de drogas saltaram de 39,4 mil toneladas para 51,8 mil toneladas. Somente na região de fronteira, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), em ações integradas com outras forças estaduais e federais, apreendeu 19 mil toneladas. O secretário César Roveri explica que as apreensões de drogas contribuem com a descapitalização das facções e outros grupos criminosos.

“Essas quase 52 mil toneladas representam cerca de R$ 1 bilhão de prejuízos causados a esses criminosos. Em 2015, apreendíamos 3 toneladas por ano. Então, são números expressivos e muito positivos, o que tem intensificado com o Tolerância Zero”, acrescentou.

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Outros indicadores criminais importantes também tiveram resultados positivos. É o caso dos crimes de lesão corporal seguida de morte, cujo índice despencou 40%, de cinco para três casos registrados em todo estado.

Os crimes patrimoniais também apresentaram recuo expressivo. Os roubos diminuíram 23%, passando de 4.355 para 3.363 ocorrências, enquanto os furtos apresentaram redução de 5%, de 33.722 para 31.994 casos. Os registros de roubos de veículo caíram 32%, diminuindo de 782 para 533 registros, enquanto o furto de veículos recuou 15%, de 2.075 para 1.765 registros.

O secretário César Roveri destacou que o Vigia Mais MT, programa de videomonitoramento do Governo, converge e reforça o Tolerância Zero. “De janeiro até o final do mês de agosto deste ano, já tinhamos recuperado a mesma quantidadeos veículos roubados ou furtados no ano passado. Os programas se complementam um com o outro. Hoje, 129 municípios fazem parte do Vigia Mais MT, com 18,9 mil câmeras instaladas”, destacou.

Já o roubo de carga apresentou uma das maiores reduções percentuais, com queda de 45%, ao passar de 89 para 49 ocorrências. O furto de carga teve redução de 6%.

O roubo a propriedades rurais caiu 29%, de 130 para 92 registros, e os furtos em áreas rurais tiveram redução de 2%, passando de 1.588 para 1.557.

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Ainda nos crimes contra o patrimônio, mesmo os envolvendo vidas, como é o roubo seguido de morte, a redução foi de 17%, de 18 caiu para 15 ocorrências.

Em relação às invasões de terras, 61 tentativas foram frustradas, resultando em 100% de sucesso nas ações preventivas.

“Podemos afirmar que, hoje, não temos elo fraco em Mato Grosso. Estamos presentes e combatendo a criminalidade com armamento moderno e viaturas apropriadas em todas as regiões, do maior município ao menor distrito. O Governo já investiu cerca de R$ 2 bilhões na segurança da população mato-grossense desde 2019. Compramos 15 mil pistoladas Glock, uma das armas mais modernas do mundo, armamento pesado, como fuzis e espingardas, e nossa frota de viaturas saltou de 604, em 2028, para 2.900. E, asseguramos, nenhuma viatura para por falta de combustível ou manutenção”, destacou o secretário.

O secretário Roveri assegurou que as ações do Programa Tolerância Zero são permanentes e seguem em todos os municípios com reforço ao policiamento de rotina e operações especificas contra as facções.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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