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Tatuador de Sinop finaliza estúdio com crédito da Desenvolve MT

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A busca por estabilidade financeira é o ponto de partida para muitas carreiras, mas para Fernando Grutzmann, o seu caminho também foi marcado por tintas, agulhas e uma paixão inabalável pela arte. Natural de Chapecó (SC) e residente em Sinop (480 km de Cuiabá) há quase 20 anos, Fernando conseguiu transformar o amor pela tatuagem em uma profissão de sucesso. E recentemente, com o apoio da Desenvolve MT, ele realizou o sonho de abrir seu próprio estúdio, um marco importante em sua trajetória.

“A Desenvolve MT foi muito importante para mim nessa transição para eu ter o meu próprio estúdio, ter as coisas como eu sempre quis. Num momento de precisão eu consegui, através da agência, atingir as minhas metas e objetivos com relação ao meu ateliê de tatuagem”, contou Fernando.

O primeiro contato do profissional com a tatuagem veio aos 15 anos, influenciado pela irmã mais velha. A partir desse momento, mergulhou de vez nesse universo, buscou referências, aprimorou suas técnicas de desenho, frequentou uma escola de artes plásticas e nunca mais parou.

“Sempre achei que deveria acreditar nas minhas ideias”, relembra. Mesmo enfrentando resistência social e dificuldades técnicas em uma época sem as facilidades digitais de hoje, Fernando deu o primeiro passo com coragem e conquistou seu primeiro kit de tatuagem por meio de um financiamento básico, com o aval do pai.

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Fernando fala como, por influência da época, sempre soube que teria que trabalhar. Aos 16 trabalhava em uma metalúrgica durante a semana e como tatuador nos finais de semana, até que, aos 21 anos decidiu trocar o emprego na metalúrgica pelo ofício da tatuagem, ao perceber que já ganhava mais como artista nos finais de semana.

Apesar de ter começado cedo, foi apenas em 2006, já com mais experiência na área, que Fernando se estabeleceu em Sinop. Desde então, seguiu investindo na carreira, estudou novas técnicas, aperfeiçoou seus traços e adquiriu equipamentos de qualidade para oferecer um trabalho cada vez mais profissional.

Durante mais de uma década, ele atendeu em salas comerciais alugadas. Com o tempo, percebeu que as redes sociais transformaram a forma de divulgar seu trabalho, tornando possível atrair clientes mesmo fora do centro da cidade. Aproveitando essa nova dinâmica, construiu um estúdio em casa. No entanto, com o crescimento da família, os planos precisaram mudar e logo ficou claro que era hora de buscar um espaço maior.

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A obra do estúdio, cuidadosamente planejada por Fernando, acabou sendo prolongada com a chegada da pandemia. O aumento nos custos dos materiais comprometeu o orçamento e forçou o adiamento temporário de um sonho que já estava em construção. Foi nesse momento que Fernando conheceu a Desenvolve MT.

O crédito obtido junto à agência foi decisivo para a conclusão do projeto, possibilitando a finalização de detalhes como a pintura e garantindo um espaço acolhedor, confortável e seguro para receber clientes de todo o Estado.

Hoje, com mais de 25 anos de trajetória, Fernando celebra cada conquista marcada com esforço, dedicação e amor pela arte. Ele se considera privilegiado por ter acompanhado de perto a evolução do universo da tatuagem da velha guarda às novas gerações. E quando fala sobre o futuro, o tom é de leveza e paixão, “Quero ser um velhinho de bengalinha tatuando ainda.”

Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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