MATO GROSSO

Sesp entrega 66 câmeras do Vigia Mais MT para UFMT e define outras ações de segurança no campus

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) realizou, na tarde desta sexta-feira (8.8), a entrega de 66 câmeras fixas do programa Vigia Mais MT à reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), professora Marluce Souza e Silva.

A entrega desse lote ocorreu após reunião do secretário de Segurança, coronel César Roveri, com a reitora, na qual foram tratadas outras questões relacionadas à segurança no campus da UFMT em Cuiabá.

A presença de policiais em rondas no campus também foi um dos temas discutidos por Roveri e a reitora Marluce Silva. De acordo com o que ficou definido, a Polícia Militar passará a atuar com ações de prevenção e repressão à violência na área da universidade.

Durante a reunião, a reitora Marluce mostrou preocupação com a segurança dos estudantes, servidores e a comunidade que frequenta os espaços de esporte e lazer, citando como exemplo o homicídio ocorrido mês passado em área interna do campus Cuiabá.

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Marluce destacou a disposição da Sesp e do Governo do Estado em atender as demandas da UFMT, agradecendo ao governador Mauro Mendes por integrar a universidade ao programa ‘MT Mais Iluminado’, que assegurou a substituição das antigas lâmpadas por iluminação de led.

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“Essas 66 câmeras vão garantir um espaço mais digno e seguro para o exercício das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Reforça a valorização da condição humana dentro da universidade”, ressaltou Marluce ao receber as câmeras.

“Sabemos da importância da UFMT, não somente o campus Cuiabá, para a população mato-grossense. Então, nos colocamos à disposição da universidade para discutir ações e desenvolver um trabalho conjunto voltado à melhoria da segurança na universidade”, pontou o secretário Roveri.

O secretário-adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel Fernando Augustinho, que fez a entrega das câmeras, destacou que a instalação dos equipamentos beneficiará não apenas a comunidade acadêmica, mas também os moradores dos bairros vizinhos por permitir o monitoramento de vias do entorno.

“As câmeras somam-se ao sistema integrado do Ciops (Centro de Operações da Segurança Pública) já existente e fortalecem a atuação das forças de segurança na região, contribuindo para a proteção de estudantes, servidores e da população do entorno”, observou coronel Fernando.

Os secretários-adjuntos de Integração Operacional e de Administração Sistêmica da Sesp, coronel Fernando Augustinho e tenente-coronel Thiago Vinicius, e coordenadores e diretores de setores da UFMT também participaram da reunião que discutiu a segurança no campus Cuiabá.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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