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SES lança projeto de autoinspeção em unidades hospitalares

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) promoveu a primeira reunião do Projeto de Autoinspeção Acompanhada, que será implantado em 12 hospitais do Estado sendo cinco unidades próprias da SES e sete unidades contratualizadas.

Participaram do encontro na ultima sexta-feira (20-.2), no auditório da Superintendência de Vigilância em Saúde, em Cuiabá, mais de 40 pessoas, incluindo representantes de todos os hospitais participantes.

“Este projeto é importante para que os hospitais estejam alinhados aos cuidados. Trabalhamos para que todas as unidades estejam regularizadas sanitariamente, com um baixo risco sanitário, para prestar um serviço de excelência aos usuários do SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Segundo o coordenador de Vigilância Sanitária da SES, Marcos Roberto Dias, o “Projeto Estadual de Autoinspeção Acompanhada e Monitoramento do Risco Sanitário em Serviços Hospitalares de Alta Complexidade”, conduzido pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual, tem como objetivo fortalecer a gestão do risco sanitário nas unidades hospitalares de alta complexidade de Mato Grosso.

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“É um projeto inovador, voltado ao fortalecimento da gestão e da mitigação do risco sanitário nos hospitais. A proposta é capacitar as equipes das unidades para realizarem autoinspeção, com base em roteiros padronizados, e elaborarem planos de ação para tratar os pontos críticos identificados. Paralelamente, a Vigilância Sanitária Estadual acompanha e avalia os resultados, verificando a consistência da autoinspeção e a efetividade das medidas implementadas”, explicou.


Nesta primeira reunião, o projeto foi apresentado, com a demonstração das etapas a serem cumpridas e a indicação dos locais de realização dos treinamentos. O próximo encontro presencial está previsto para abril deste ano.

“Esta reunião marca o início do projeto. Nesta etapa inicial, foram selecionados 12 hospitais. Até abril, na primeira entrega prevista, as unidades deverão concluir o levantamento dos riscos sanitários e apresentar seus planos de ação, com base nos pontos críticos identificados e nas medidas corretivas propostas pelas equipes. A partir daí, será estabelecido prazo de até 12 meses para implementação e comprovação das ações pactuadas”, acrescentou.

Conforme o coordenador, o projeto prevê ainda a estruturação de um banco de dados, com acesso aos gestores autorizados, para consolidar informações e indicadores do processo de autoinspeção. A ferramenta apoiará a tomada de decisão do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, e da Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual, oferecendo visão sistematizada da situação dos hospitais participantes.

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“O projeto permite que as equipes hospitalares avaliem seus processos e sua realidade assistencial e, a partir dos pontos críticos identificados, planejem e implementem soluções”, concluiu.

Participam do projeto em Cuiabá, o Hospital Geral, o Hospital de Câncer de Mato Grosso e o Hospital Central de Alta Complexidade; em Nova Mutum, o Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro; em Sinop, o Hospital Santo Antônio e o Hospital Regional de Sinop; em Várzea Grande, o Hospital Metropolitano; além dos Hospitais Regionais de Alta Floresta, Cáceres (incluindo o anexo), Rondonópolis e Sorriso.

A execução do projeto se estenderá até o primeiro semestre de 2027, em caráter piloto, com acompanhamento e avaliação, para consolidar a metodologia proposta de autoinspeção acompanhada e monitoramento do risco sanitário. Após essa etapa, a metodologia poderá ser ampliada para outras unidades.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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