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SES anuncia a carteira digital da pessoa com fibromialgia em MT; documento está em fase de testes

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apresentou a carteira digital de identificação da pessoa com fibromialgia aos gestores dos municípios de Mato Grosso, durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), na tarde desta quinta-feira (11.6).

O documento está sendo criado em parceria com a Secretaria de Estado de Gestão (Seplag) e a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e deve ficar pronto em agosto para ser solicitado pelos pacientes de Mato Grosso diretamente no aplicativo MT Cidadão, com o envio da documentação que comprova a doença.

“Esta carteira elimina barreiras burocráticas para o cidadão com fibromialgia e substitui o documento físico por uma versão digital segura e rastreável, disponível no celular do cidadão. A obtenção rápida do documento é essencial para garantir o atendimento prioritário dos pacientes e o acesso a direitos estabelecidos na legislação”, disse o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

A SES contou com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Inclusão de Cuiabá para mapear os fluxos existentes atualmente na confecção da carteira física de identificação da pessoa com fibromialgia e para alinhar os processos da versão digital.

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A Prefeitura de Cuiabá atuou como um município modelo para a implantação da ferramenta, e está testando o sistema para validação de cadastros de pacientes que moram na cidade.

Segundo o assessor técnico da Secretaria Adjunta de Unidades Especializadas Yago Carvalho, servidores do Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac) serão capacitados para ajudar os pacientes que têm dificuldade com tecnologia e precisam de auxílio para fazer a solicitação do documento.

“Para a gente trazer essa identificação para a pessoa com fibromialgia, que é uma condição invisível, quanto mais melhorias tivermos para identificar aquela pessoa, melhor. Quem nunca acessou o aplicativo e não tem familiaridade com o uso do celular pode ficar tranquilo que a equipe do Cermac está à disposição para auxiliar. O importante é que todos os pacientes consigam usar facilmente a nova ferramenta”, avaliou.

Os municípios que têm o fluxo de atendimento devidamente estruturado serão responsáveis por validar os cadastros dos seus cidadãos. Já os outros poderão fazer a adesão ao projeto, por meio de assinatura de Termo de Cooperação, para contar com a validação feita pela equipe do Cermac.

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“A SES já tinha apresentado o projeto à Associação Mato-grossense de Fibromiálgicos durante o 1º Encontro de Fibromiálgicos de Mato Grosso, realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) em maio. Eles foram os primeiros a saber da novidade e poderão nos ajudar a divulgar aos associados, que são os maiores interessados”, concluiu.

Saiba mais sobre a doença

A fibromialgia causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A doença também provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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