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Seminário sobre violência contra idosos encerra programação da campanha estadual de sensibilização

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) realizou nesta terça-feira (27.06), em Cuiabá, o seminário temático sobre a sensibilização a respeito da violência contra a pessoa idosa. O evento encerra a campanha estadual de sensibilização “Junho Violeta”, realizada por meio do Programa SER Família Idoso, em parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Cededipi).

A secretária da Setasc, Grasi Bugalho, falou sobre a importância de se destinar o tempo e o esforço para uma pauta tão importante quanto é a pessoa idosa, debatendo políticas públicas para esse recorte da população brasileira, que tem crescido exponencialmente.

“Hoje nós estamos aqui para aprender, e a política do idoso tem neste momento, no Estado de Mato Grosso, uma janela de oportunidade. Eu, como servidora pública há 25 anos, nunca presenciei uma oportunidade como essa de melhoria da política pública para o idoso em vários aspectos. Nós temos hoje no Poder Judiciário e no Poder Legislativo essa vontade de fazer, e no Poder Executivo, nós temos nosso governador Mauro Mendes e primeira-dama Virginia Mendes, que tem um olhar único para o social e principalmente para essa política do idoso”, disse.

Grasi enfatizou que há uma missão grande em priorizar a política do idoso, junto com o Cededipi, que já começou a acontecer, como a criação do Fundo Estadual do Idoso, importante para a manutenção das políticas públicas. Outro ponto abordado pela secretária de Assistência Social e Cidadania do Estado é a melhoria do abrigamento para idosos, que precisam dessa política em Mato Grosso.

“Há todo um trabalho do Conselho junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário e, com a gestão do governador Mauro Mendes e da primeira-dama Virginia Mendes, foi possível conseguir um recurso, oriundo de decisão judicial, para a construção de seis Instituições de Longa Permanência para idosos (ILPIs) até o final da gestão”, completou a secretária.

Ela lembrou que todas essas ações são complementares para se chegar na discussão realizada no evento, que é o enfrentamento da violência contra o idoso. “A violência não é só física, muitas vezes a gente só enxerga quando ela é física, mas a maior violência que tem é a violação de direitos. E a violência de direitos ocorre desde uma passagem que muitas vezes não é emitida para o idoso, e que ele tem esse direito por lei, e não tem quem fiscalize. A violação de direitos é extremamente preocupante, e é uma forma de violência que temos que aprender a combater”, ponderou.

A secretária frisou que todos podem fazer diferença no ambiente em que estão inseridos. “Então, quando vemos uma mesa seleta, com representantes de várias instituições, e principalmente a sociedade civil junta, nós acreditamos que podemos fazer melhor. Que possamos sair com novos olhares para nós mesmos, pois, com fé em Deus, seremos idosos, e gostaríamos de ter uma sociedade que nos respeite e nos valorize, pelo que nós fizemos e pelo que podemos contribuir com a sociedade. Que possamos ser um instrumento de mudança na vida das pessoas”, concluiu.

O presidente do Cededipi, Isandir Rezende enfatizou, em sua fala, que tratar da política pública para a pessoa idosa é um desafio que avançou nos últimos quatro anos e que irá avançar muito nesses próximos quatro anos. “Quando você tem um gestor que tem sensibilidade e uma visão futura, você passa a acreditar em avanços. Mas nós precisamos trabalhar nossos conselhos, temos que ter uma visão de que a sociedade civil é colaboradora do município e do Estado. Eu estou aqui como voluntário para protagonizar aquilo que eu sonho de melhoria para uma pessoa idosa, aquilo que eu almejo para mim, no meu futuro. E essa rede de proteção que estamos construindo, por meio desse conjunto de discussões, tem um significado muito forte, e que nós vamos, nos próximos três anos e meio, concluir. Hoje nós estamos aqui para aprender um com o outro, e é o que faremos”, disse.

O promotor de Justiça Wagner Cezar Fachone, da 34ª Promotoria da Tutela da Pessoa Idosa do Ministério Público Estadual (MPE), destacou a alegria de participar do evento para poder debater sobre um tema tão importante para a sociedade, que são as pessoas idosas. “Nós estamos vivendo uma revolução em nossa sociedade com o acréscimo da população idosa, significativamente. Esse fenômeno é positivo, porque representa que as pessoas estão vivendo mais, mas, uma parcela extensa da nossa sociedade com 60 anos ou mais sofre com a violência de várias maneiras. Precisamos ter estratégias e que a família, a sociedade e o Estado, façam cada um a sua parte. O tema deste seminário é muito significativo, pois vem ao encontro de uma preocupação mundial de enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. A cor lilás, como vemos aqui, representa combater a violência com uma flor. Ao invés de violentar, entregue uma flor para uma pessoa idosa”, ressaltou.

As palestras foram ministradas pela defensora Pública de Mato Grosso, Elianeth Glaucia Nazário, com o tema “A atuação esclarecedora e preventiva da Defensoria Pública no Enfrento à violência da Pessoa Idosa”; pelo delegado da Polícia Judiciária Civil da Delegacia Especializada de Delitos contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), Jefferson Dias Chaves; pela fisioterapeuta Tamiris de Magalhães Almeida Carneiro, com o tema “O Olhar da Fisioterapeuta em Gerontologia, a melhor opção é prevenir”; pelo promotor de Justiça Wagner Cezar Fachone; pela presidenta do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas/MT) e secretária municipal de Assistência Social de Sorriso, Juscélia Ferro; e pelo secretário Adjunto de Direitos Humanos da Setasc, Kennedy Dias.

Estiveram presentes a vereadora de Rondonópolis e presidenta do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, Marildes Ferreira; servidores da Setasc; e conselheiros municipais.

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Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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