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Sema investe mais de R$ 2 milhões em atendimento veterinário em 2025

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), por meio da Gerência de Fauna Silvestre (GFAU), intensificou as ações de proteção à fauna em todo o Estado. Ao longo de 2025, mais de 1.450 animais foram encaminhados para clínicas veterinárias credenciadas, que receberam da Sema, nesse período, um investimento superior a R$2 milhões.

No ano passado, seis clínicas veterinárias credenciadas estiveram ativas junto à Sema desde o início do ano, sendo duas na Baixada Cuiabana, Anjo da Guarda e Megalos (Várzea Grande), e quatro no interior do estado, Aukimia (Sorriso), Animais & Cia (Barra do Garças), Mascote (Confresa) e Prontovet (Nova Mutum). Além disso, mais duas clínicas, Gugavet (Cáceres) e Agroverde (Sinop), foram credenciadas no segundo semestre.

A maior parte das ocorrências de resgate nesse período concentrou-se na região da Baixada Cuiabana, onde também foi registrado o maior número de atendimentos clínico-veterinários. Somente nessa área, 739 animais silvestres receberam cuidados especializados nas clínicas Anjo da Guarda e Megalos. Já no interior do Estado, outros 741 animais foram atendidos nos municípios com clínicas credenciadas.

O investimento total da Sema nos atendimentos clínicos no ano passado ultrapassou R$2 milhões, sendo que, devido ao maior fluxo de atendimentos na Baixada Cuiabana, apenas as duas clínicas localizadas em Várzea Grande somaram um gasto anual de R$ 899.592,05. As seis clínicas do interior, juntas, totalizaram R$1.356.684,83 em atendimentos.

Ao longo do ano, foram realizadas aproximadamente 780 solturas de animais silvestres, considerando tanto as solturas brandas, que são monitoradas, quanto as abruptas, que tem liberação imediata, em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas).

Além das reinserções na natureza, a Sema também atuou na destinação adequada dos animais que, por diferentes motivos, não puderam retornar à vida livre. Esse ano, 38 animais silvestres foram encaminhados para empreendimentos legalizados localizados fora do estado. Entre eles, estão o Zoológico de São Paulo, o Zoológico de Brasília, o Mantenedouro ELO (GO), o Zoo RQ (GO), o Mantenedouro Santuário Onça-pintada (MG) e o Mantenedouro Barreiras (BA).

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Período crítico de incêndios

Durante o período de estiagem de 2025, quando as condições climáticas aumentam o risco de incêndios, o número de atendimentos a animais silvestres vítimas das queimadas foi consideravelmente baixo. Houve quatro casos, sendo uma Jiboia, uma Cutia, um Veado-catingueiro e um Tatu-galinha. Todas as ocorrências tiveram solicitação de resgate na Baixada Cuiabana e ocorreram fora das Unidades de Conservação.

A atuação da GFAU, durante esse período, também se estendeu ao trabalho de conscientização e prevenção junto às comunidades. Em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e o Corpo de Bombeiros Militar, foram realizadas visitas às comunidades locais, comércios e pousadas ao longo da Estrada Parque Rodovia Transpantaneira, na região de Poconé.

As equipes distribuíram panfletos educativos, conversaram diretamente com moradores e divulgaram uma linha direta de comunicação via WhatsApp, criada para receber solicitações de resgate e orientar a população sobre como proceder ao avistar animais silvestres vítimas de incêndios, atropelamentos ou outras situações de risco.

O Programa REM/FAS também foi um importante parceiro da Sema nesse período, atuando na contratação de veículos de apoio, essenciais para o funcionamento do regime de plantão integral da GFAU, bem como na disponibilização de hospedagem para as equipes atuantes. Além disso, o programa auxiliou a aquisição de equipamentos de contenção de fauna, de medicamentos e de outros insumos para as equipes.


Guardiões e Asas

Em 2025, sete novas propriedades manifestaram interesse em firmar parceria junto à Sema, como Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas), sendo que cinco chegaram à fase final de elaboração documental.

Segundo Sanid Nassardem, proprietário da Fazenda São Benedito e parceiro da Sema como Asas desde 2022, participar desse projeto é uma experiência muito satisfatória e emocionante, não apenas por possibilitar o retorno dos animais à vida livre, mas também por contribuir para a preservação do ambiente em que eles vivem.

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“Aqui, nós auxiliamos na reabilitação de filhotes de Periquitos, Maracanãs, Araras e Tucanos. Em 2025, também cuidamos de vários filhotes de Anta órfãos, o que foi desafiador e importante, porque os filhotes são totalmente dependentes dos nossos cuidados. Ser parceiro em uma Asas é emocionante e muito compensador, além da responsabilidade com os animais, temos também, a função de ajudar na preservação e na conservação dos animais silvestres e do ambiente em que eles vivem. ”

No mesmo período, 29 interessados se inscreveram no cadastro de guardiões/tutores da Sema, mas apenas sete candidatos foram considerados aptos para receber animais especiais, aqueles com sequelas ou agravantes que os impossibilitam de retornar à natureza. A maioria das solicitações indeferidas apresentavam falta de infraestrutura para o recebimento dos animais, ou limitações no espaço físico incompatíveis com as exigências para o bem-estar das espécies escolhidas.

Para Ana Laura, que atua como guardiã há quatro anos, a função é uma forma de preservar o bem-estar e a vida desses animais.

“Vejo a guarda legal responsável como uma forma de priorizar salvar a vida de cada um desses animais que, por algum motivo, estão inaptos ao retorno à vida livre. Muitos têm limitações físicas ou necessidades especiais. E apesar disso, como guardiã, busco respeitar e atender as necessidades naturais (físicas, nutricionais, comportamentais) e bem-estar deles, dentro das demandas de cada espécie. É muito gratificante! Envolve responsabilidades, dedicação, amor e respeito. ”

*Com supervisão de Clênia Goreth

Fonte: Governo MT – MT

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Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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