MATO GROSSO

Sejus registra mais de mais de meio milhão de atendimentos de saúde nas unidades prisionais

Publicado em

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) prestou, ao longo do ano passado, 529.262 mil atendimentos médicos intramuros nas unidades penais, promovendo e fortalecendo a assistência em saúde prisional aos custodiados do regime fechado no estado.

Consultas com profissionais médicos, assistência social, nutrição, psicologia, serviços farmacêuticos e de enfermagem foram prestados tanto de forma presencial nas unidades prisionais quanto na modalidade virtual. Considerando apenas a telemedicina, foram 16.312 atendimentos, serviço contratado no final de 2024 para ampliar os atendimentos médicos em diversas modalidades e promover segurança e qualidade de vida aos reeducandos dentro das unidades prisionais.


O serviço de telemedicina ganhou projeção em todo o país no período de pós-pandemia e, na avaliação da equipe de saúde penitenciária, o uso da tecnologia vem para ampliar a oferta à saúde para a população privada de liberdade.

“É um recurso complementar à assistência em saúde presencial já prestada por profissionais do quadro da Secretaria de Justiça, e daqueles credenciados pela pactuação entre estado e secretarias municipais de saúde”, avaliou a superintendente de Políticas Penitenciárias, Gleidiane Assis.

Leia Também:  SES-MT apresenta ações adotadas para melhoria na regulação do SUS em audiência pública

Outros atendimentos

A Sejus registrou nas unidades penais, entre janeiro e dezembro do ano passado, mais de 91 mil atendimentos em enfermagem; 105.084 mil serviços farmacêuticos; 148.824 mil serviços sociais; 34.548 mil serviços de psicologia na modalidade presencial; 18.114 mil serviços odontológicos; 4.086 mil ações nutricionais; além de 1.860 mil consultas psicológicas virtuais.

Os reeducandos, ao longo do ano, tiveram a disponibilidade de consultarem em diversos exames ofertados. Em novembro, em alusão ao mês de conscientização sobre o câncer de próstata, o núcleo de saúde prisional da Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá e a Penitenciária Major PM Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, ofereceram palestras sobre conscientização e prevenção do câncer de próstata, destacando a importância do cuidado contínuo e da detecção precoce, além de exames de sangue para a detecção e prevenção à doença.

Mãos Amigas


O projeto da Sejus foi criado em 2024 para levar atendimento ginecológico a mulheres custodiadas no sistema prisional e beneficiou 784 reeducandas apenas no ano passado. No ano passado foram prestados 856 atendimentos online e presencial.

Leia Também:  Confira dicas do Procon-MT para planejar e economizar nas ceias de Natal e Ano Novo

O Mãos Amigas foi idealizado pela Coordenadoria de Saúde, com apoio da Superintendência de Políticas Penitenciárias da Sejus, para promover o acesso a serviços de saúde ginecológica a mulheres privadas de liberdade. A atividade se destaca pela economicidade, impacto social e capacidade de articulação interinstitucional.

A coordenadora de Saúde Penitenciária, Olga Santana, explicou que o projeto conta com uma médica ginecologista do quadro do sistema penitenciário e atua em articulação com as Secretarias Municipais de Saúde, responsáveis pelo suporte logístico e técnico aos atendimentos.

O projeto foi desenvolvido em seis unidades femininas e abrangeu 100% da população prisional feminina. O foco é a prevenção e detecção de ISTs, com a realização de exames para rastreio do câncer de colo de útero, papanicolau e pré-natais.

A meta para este ano é a aquisição pela Sejus de um aparelho colposcópio móvel, para realizar com precisão diagnósticos de lesões no colo do útero e diagnóstico precoce de câncer nessa região.

*Com supervisão da jornalista Raquel Teixeira

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  MT Escola de Teatro forma 40 novos profissionais nesta sexta-feira (15) em Cuiabá

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  SES-MT apresenta ações adotadas para melhoria na regulação do SUS em audiência pública

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA