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Segurança faz Plano Estadual de Defesa da Mulher para os próximos 10 anos

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A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) apresentou, na tarde desta quinta-feira (12.6), a minuta-base para o decreto que institui o Plano Estadual de Defesa da Mulher dos próximos 10 anos – 2025/2025. Da reunião, na sede da Sesp, participaram mais de 30 representantes de órgãos estaduais e de outros poderes, além de entidades não-governamentais de classe e movimentos de defesa da mulher.

“Estamos formalizando um plano em consonância com a Lei Federal nº 14.489/2024, em vigor desde junho do ano passado, dentro daquilo que o Governo do Estado já dispõe, que é uma política pública robusta voltada ao enfrentamento e de atendimento em defesa e contra a violência às mulheres. Esse plano vai nos permitir acessar mais recursos para ampliar as ações”, diz o secretário de Segurança em exercício, coronel PM Hérverton Mourett.

Para Mourett, a violência conta a mulher é uma pauta de grande relevância que demanda compromisso de todos os órgãos públicos e da sociedade. “Esse chamamento à participação no Plano Estadual é importante para que cada órgão ou entidade, dentro de suas competências, possa validar propostas e assumir o compromisso de cumprimento das metas”, destacou o secretário.

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O documento foi construído no âmbito da Câmara Temática de Defesa da Mulher, um órgão sob gestão da Sesp, que reúne órgãos de segurança, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, entre outros, em torno do debate e deliberação de serviços e ações de prevenção e repressão à violência de gênero.

Para a delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra Mulher e Vulneráveis na Polícia Judiciária Civil, o Plano Estadual traz conteúdos que mostram o quanto a política estadual de defesa da mulher avançou no estado e estabelece novas metas para continuar avançando.

“Mato Grosso avançou muito nessa última gestão. Houve a criação da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres (SER Família Mulher) na Secretaria Estadual de Assistência Social, implementação do Plantão 24 Horas de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, expansão de núcleos de defesa da mulher na polícia civil. Enfim, serviços que contribuíram para o avanço das políticas”, avalia Mariell Antonini.


“É um plano decenal que passará por revisão a cada dois anos. Então, estamos apresentando ao Governo a institucionalização de uma rede de defesa da mulher que vai além do atendimento às vítimas de violência. Que estabelece compromissos com metas de prevenção nas áreas da saúde, educação, comunicação social, entre outros setores”, completa a coordenadora de Enfrentamento à Violência contra Mulher.

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Gláucia Amaral, representando o Conselho Estadual da Mulher, destaca que o Plano é um documento construído por múltiplos órgãos, mas que teve como origem um órgão interno da Sesp que, por si, é um avanço, que é a Câmara Temática de combate à violência contra a mulher.

“O plano estabelece uma política perene que, realmente, nos enche os olhos, porque os órgãos debateram e apresentaram as propostas, enquanto o setor de planejamento Sesp se dedicou inteiramente à construção desse documento. Isso tudo demonstra que, de fato, a Secretaria de Segurança Pública e o Governo do Estado de Mato Grosso estabeleceram como prioridade a eliminação da violência contra mulher”, completa Gláucia Amaral.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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