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Seduc inicia análise de inscrições para seleção de profissionais das escolas cívico-militares

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) iniciou na manhã desta terça-feira (10.3), o período de análise das inscrições do Processo Seletivo Simplificado nº 002/2026, destinado à formação de cadastro de reserva para profissionais que atuarão nas unidades da Rede Estadual no modelo cívico-militar.

Ao todo, o processo seletivo registrou 2.471 inscrições em todo o Estado. Desse total, 287 candidatos concorrem ao cargo de Gestor Cívico-Militar, 192 disputam vagas para Gestor Educacional Militar e 1.992 se inscreveram para a função de Monitor.

A seleção tem como objetivo atender à demanda do Programa Escolas Estaduais Cívico-Militares e também às necessidades administrativas da Seduc. O cadastro de reserva garante expectativa de convocação conforme a necessidade das unidades escolares e a ordem de classificação.

O processo é voltado a militares da reserva das Forças Armadas, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Para participar, os candidatos precisaram comprovar vínculo com as corporações e disponibilidade para jornada de 40 horas semanais.

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A seleção será realizada em três etapas: inscrição, análise curricular e curso de formação. A avaliação curricular considera títulos, cursos e experiência profissional, conforme critérios previstos no edital.

O curso de formação é obrigatório, com carga horária de 20 horas, e será ofertado em ambiente virtual pela Seduc. A participação é requisito para convocação e contratação dos candidatos classificados.

As contratações serão temporárias e condicionadas à necessidade das escolas cívico-militares. A remuneração varia conforme a função exercida, podendo corresponder aos cargos comissionados DGA-4, para funções de gestão, e DGA-5 para monitores.

O edital prevê ainda reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência, além de regras específicas para classificação, critérios de desempate, recursos e procedimentos de convocação. Todas as publicações oficiais são feitas no Diário Oficial do Estado e nos canais oficiais da Seduc.

O processo seletivo tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado conforme interesse da administração pública estadual.

CRONOGRAMA OFICIAL
• Publicação do edital: 27/2/2026
• Período de impugnação ao edital: 27/2/2026 e 2/3/2026
• Resultado das impugnações: 4/3/2026
• Período de inscrições e solicitação de cota PcD: 2/3/2026 até 9/3/2026 (23h59)
• Análise das inscrições: 10/3/2026 a 18/3/2026
• Resultado preliminar das inscrições: 18/3/2026 (a partir das 17h)
• Prazo para recursos: 18/3/2026 (17h) até 20/3/2026 (23h59)
• Resultado final das inscrições: 25/3/2026
• Curso de Formação: até o ato da convocação
• Convocação nas DREs/DME: 27/3/2026 a 31/3/2026
• Início das atividades: 1/4/2026

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Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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