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Seduc destina R$ 3,5 milhões para ampliação da educação artística e cultural nas escolas

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) destinou R$ 3,5 milhões para ampliar para 200 escolas as ações do projeto Educarte, ainda em 2024. Uma ação que consiste em promover formação cidadã utilizando como ferramenta a arte e a cultura. Atualmente, a ação é desenvolvida em 180 unidades de ensino da rede estadual.

O Educarte disponibiliza ações pedagógicas de cunho interdisciplinar voltadas para arte, música e comunicação, nas quais as escolas que aderirem participam em regime de contraturno com foco voltado à melhoria da proficiência dos estudantes, além de contribuir com resultados nos aspectos cognitivos e criativos.

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a escola pode optar por projetos nas áreas de dança, teatro, artes visuais, música e libras, permitindo que o estudante socialize mais, desenvolva habilidades e melhore o seu desempenho escolar.

“O Educarte leva crianças e adolescentes a experimentar de forma intensa o prazer pelo aprender. Os estudantes constroem o conhecimento também a partir das interações que estabelecem com o meio e com as outras pessoas que participam do projeto”, explicou.

Ele destacou que as diretrizes da educação com o Educarte caminham juntas e se complementam no ensino com ações pedagógicas, arte e cultura. Desde 2019, com outro investimento de R$ 2,1 milhões, 102 escolas foram contempladas com o kit banda, composto por instrumentos de sopro como trompetes, trombones, trompa de marcha, euphonium, tuba, além de percussão como caixa tenor de marcha, bumbo de marcha e pratos.

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Em geral, conforme o secretário, os estudantes que participam do Educarte apresentam excelentes resultados durante a trajetória escolar, sobretudo, na Educação Básica. “A música está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento humano e, em sala de aula, se torna um componente que gera um grande diferencial, tanto nos resultados pedagógicos quanto no psicossocial”.

Fabio Lima da Cruz, coordenador do Educarte na Seduc, também avaliou os pontos positivos relativos às bandas marciais escolares. “Com a entrega de instrumentos novinhos há o estímulo para que sejam presenças marcantes nos desfiles cívicos, comemorações dos aniversários das cidades e também eventos filantrópicos. Não há como mensurar todo o seu benefício na vida dos estudantes e das escolas contempladas com o projeto Educarte”, pontuou.

Ex-líder de bateria na banda marcial da escola em 2023, o estudante Roberty da Costa Figueiredo, 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Elizabet Evangelista, em Rosário Oeste, contou que transferiu para a sala de aula e para a convivência com os seus colegas muitas abilidades que adquiriu com os instrumentos musicais.

“Tocar um instrumento musical, por mais simples que ele seja, exige de nós aprimoramento constante. Além de ficarmos cada vez melhores, essa percepção e rotina também nos leva a uma evolução considerável em sala de aula. Lá, também temos que ser os melhores com as apostilas, livros, Chromebooks, robótica educacional e plataformas digitais, por exemplo”, disse Roberty.

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O colega dele, Felipe Andrade Neves, 17 anos, afirmou que o projeto Educarte o destacou não apenas como espectador, mas como protagonista. “Ter tocado na banda da minha escola deu mais sentido à vida”, disse, ao comparar o seu desenvolvimento nas artes com todas as demais atividades escolares.

“Considero a música importante para a nossa integração na escola e posso afirmar que, além de estimular o bom convívio social e da autoestima, contribui com o meu desenvolvimento em sala de aula sobretudo em Matemática”, finalizou Felipe.

EducAção 10 Anos

O investimento do Governo do Estado que leva arte, música e comunicação como conteúdo complementar às práticas pedagógicas envolve duas políticas educacionais do Plano Educação 10 Anos: Projetos Pedagógicos Integrados, desenvolvido pela Secretaria-Adjunta de Gestão Educacional (SAGE), e a Política de Bem-Estar Escolar, ligada à Secretaria-Adjunta de Gestão Regional (SAGR).

No total, o plano é formado por 30 políticas educacionais e mais de 150 ações em andamento desde 2019 e que objetivam colocar a educação pública estadual entre as cinco mais bem avaliadas no país até 2032.

Fonte: Governo MT – MT

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Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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