Com investimento de R$ 16,4 milhões no Programa MT Mais Muxirum, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) pretende alfabetizar em 2024 mais de 18 mil pessoas com idade acima de 15 anos que, por algum motivo, deixaram de estudar. A aula inaugural do programa aconteceu nesta segunda-feira (03.06), com 60 idosos atendidos pela Fundação Abrigo Bom Jesus, em Cuiabá.
Segundo a Seduc, desde 2021 o Programa Mais MT Muxirum alfabetizou 52 mil pessoas, contribuindo significativamente para a redução do analfabetismo no Estado. A expectativa é alcançar a marca de R$ 47,7 milhões investidos até 2025, evidenciando o comprometimento com a alfabetização de jovens e adultos.
O secretário de Educação Alan Porto destacou a importância que o programa tem para jovens e adultos. “O objetivo do Muxirum é dar a oportunidade àquelas pessoas que não aprenderam a ler e escrever. Nossa meta é erradicar o analfabetismo em Mato Grosso e vamos chegar em 2025 com mais de 70 mil pessoas alfabetizadas nesta gestão”.
O secretário destacou que os R$ 2 milhões a mais de investimento no programa em 2024 foram para proporcionar um reajuste de 66% na bolsa-auxílio dos alfabetizadores e de 30% para os coordenadores.
“São 1.544 alfabetizadores e 164 coordenadores locais, que passam a receber R$ 1 mil e R$ 1.300, respectivamente. Além disso, o investimento inclui o material pedagógico específico e o lanche dos estudantes”, completou.
A presidente do Abrigo Bom Jesus, Márcia Ferreira, disse que além de ser um projeto de alfabetização, o Muxirum é uma oportunidade do idoso se socializar. “É uma satisfação estar mais um ano no Muxirum aqui no abrigo. A prioridade não é só alfabetizar o idoso, é fazer com que ele se sinta valorizado, é trabalhar a autoestima, quando ele deixa de rabiscar e passa a assinar o próprio nome”.
A estudante Maria de Lurdes, de 78 anos, destacou a importância do programa MT Muxirum, pois a ajuda a não esquecer o que aprendeu quando era criança. “A minha expectativa está muito boa, pois, quero aprender um pouco de matemática. Preciso aprender a lidar com números”.
O senhor Valdevino dos Santos, de 83 anos, acrescentou que até o final do ano pretende aprender a escrever ao menos o seu nome. “Quero recuperar o tempo perdido. Na minha época de criança meus pais não me deixaram ir para a escola. Só tínhamos que trabalhar na enxada. Agora isso vai mudar”, contou.
O atendimento aos estudantes é flexibilizado e facilitado em relação ao local, podendo ser realizado em centros comunitários, igrejas ou escolas, escolhidos pela Diretoria Regional de Educação (DRE) nos 13 polos do Estado. As turmas são reduzidas, de 10 a 12 estudantes no máximo, para que tenham um desempenho melhor. As aulas têm carga horária de 12 horas semanais, totalizando 384 horas anuais.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.