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Seaf e Empaer entregam certificados de inspeção a produtores em abertura de exposição agropecuária

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Mais dois produtores receberam certificados do Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte de Mato Grosso (Siapp/MT). A entrega foi feita em Confresa, na abertura do Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural de Mato Grosso e da Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur), na noite desta quinta-feira (4.9). O evento reúne produtores, técnicos da Seaf e da Empaer, pesquisadores e gestores públicos para discutir os rumos da agricultura familiar na região e no Estado.

No evento foram entregues certificados a dois produtores: Junior Maciel, da Apicultura Junior Maciel, no PA Independente 1 (Confresa), e Wellington Paulo Ferreira, do Laticínios Vilalac (Vila Rica). Com o selo, produtos como mel, mel em favo, queijos, leite pasteurizado e creme de leite passam a ter respaldo legal para alcançar novos mercados.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, que estava presente na abertura do evento, destacou que o SIAPP representa a união entre Seaf, Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) para facilitar a regularização das pequenas agroindústrias.

“É uma conquista que agrega valor, abre mercados e dá dignidade ao produtor, que passa a comercializar com confiança”, destacou.

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Para o produtor Junior Maciel, o processo de regularização foi viabilizado pelo apoio direto da Empaer e do Cadastro de Agroindústria de Pequeno Porte (CAPP).

“Com essa ajuda, conseguimos fazer as adequações necessárias e, em poucos dias, saiu o registro. Esse apoio foi fundamental, porque sozinho o produtor não tem como caminhar nesse processo. Agora temos um selo que abre mercado e dá confiança para trabalhar de forma legal e sustentável”, reforçou.

Debates técnicos

A programação do primeiro dia contou com painéis sobre bovinocultura leiteira, irrigação, agroindústrias familiares e políticas públicas de crédito e comercialização. O destaque ficou para a apresentação do engenheiro agrônomo Luciano Gomes Ferreira, doutor em Fruticultura e servidor da Seaf/MT. Ele abordou os desafios e oportunidades da fruticultura em Mato Grosso.

Segundo ele, a qualidade das mudas representa metade do sucesso da produção. “Uma muda de má procedência pode condenar anos de investimento. É preciso garantir o padrão genético e sanitário das mudas e que tenham sido produzidas em estufas protegidas para que o pomar seja produtivo”, alertou.

Entre as soluções, o engenheiro apontou o uso de mudas enxertadas, tubetes descartáveis e micropropagação in vitro da banana, técnica que elimina o risco de Fusarium e assegura pomares mais uniformes e produtivos.

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Programação

O Fórum segue nesta sexta-feira (5.9) com discussões sobre apicultura e meliponicultura, associativismo e cooperativismo, turismo rural e as conferências territoriais, que vão tratar de temas como emergência climática, agroecologia, acesso à terra e à água, direitos sociais e políticas públicas para o Brasil rural.

A expectativa está voltada para a Construção Colaborativa e Leitura da Carta de Consolidação do Evento, conduzida pelo engenheiro agrônomo da Empaer em Confresa, Adaides Aires da Rocha, e relatada por Alisson Fernando Rúbio, da Empaer em Vila Rica. O documento deve registrar as principais propostas e consensos do encontro e servir de guia para novas políticas públicas voltadas à agricultura familiar e ao turismo rural na região do Araguaia e Xingu.

Feaftur

Paralelamente ao Fórum, é realizada a Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur), no Parque de Exposições, dentro da programação da Exposição Agropecuária de Confresa (Expofresa). O evento reúne produtos da agricultura familiar, agroindústrias, mel, queijos, hortifrutis, artesanato e experiências em turismo rural, além de funcionar como espaço de comercialização direta, integração com consumidores e fortalecimento da identidade regional.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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