Com foco na redução da pobreza e na promoção da dignidade, o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), já investiu mais de R$ 160 milhões no Programa SER Família entre os anos de 2023 e 2024, atendendo cerca de 60 mil famílias a cada bimestre.
A política pública, idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, consolidou-se como referência nacional em transferência de renda, alcançando todas as regiões do Estado.
O SER Família foi institucionalizado em 2023, por meio da Lei nº 12.013/2023 e do Decreto nº 219/2023, e se tornou uma das principais políticas de proteção social do Estado.
A primeira-dama destacou a ampla abrangência do programa SER Família, ressaltando seu impacto positivo em milhares de famílias em todo o Estado.
“O SER Família nasceu inicialmente como uma resposta à pandemia, por meio do SER Família Emergencial, mas se consolidou como uma ferramenta poderosa de transformação social. Ver o programa presente em todos os cantos de Mato Grosso é a prova de que estamos no caminho certo. É gratificante testemunhar o impacto positivo na segurança alimentar, na inclusão social e na economia local, e saber que estamos construindo um futuro mais justo e igualitário para todos os mato-grossenses,” explicou.
O programa também beneficiou 3.685 profissionais da assistência social por meio de repasses destinados a apoiar os atendimentos realizados.
Ao declarar a importância do trabalho conjunto para os avanços do SER Família, a primeira-dama ressaltou o apoio do Executivo estadual.
“O SER Família só se tornou essa política pública transformadora graças ao apoio firme do governador Mauro Mendes e ao empenho de toda a equipe do Governo de Mato Grosso. A confiança, o comprometimento e a sensibilidade de todos foram essenciais para levar dignidade às famílias que mais precisam. Estamos construindo, juntos, um Estado mais justo, solidário e humano”, disse.
Foto: João Reis
A Baixada Cuiabana concentrou o maior número de beneficiários entre 2023 e 2024, com investimento de R$ 48 milhões.
“Nosso objetivo é garantir que cada pessoa em situação de vulnerabilidade sinta o acolhimento do Governo de Mato Grosso e tenha a oportunidade de mudar de vida. Vamos seguir firmes, ampliando o alcance do programa e levando dignidade a quem mais precisa em cada canto do nosso Estado”, finalizou.
Ao longo dos dois últimos anos, os investimentos do Programa SER Família foram distribuídos entre cinco modalidades. Veja quanto foi aplicado em cada uma delas:
* SER Família – Principal modalidade do programa, voltada à aquisição de alimentos e itens essenciais. Recebeu R$ 47,9 milhões em 2023 e R$ 62,5 milhões em 2024, beneficiando mais de 39.317 famílias nesses dois anos.
* SER Criança – Destinada ao apoio de crianças de 0 a 12 anos, recebeu R$ 12,3 milhões em 2023 e R$ 14,9 milhões em 2024, alcançando 10.446 famílias no período.
* SER Idoso – Focada em pessoas com 60 anos ou mais, recebeu R$ 2,9 milhões em 2023 e R$ 3,4 milhões em 2024, atendendo mais de 2.749 famílias.
* SER Inclusivo – Voltada a pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, recebeu R$ 1,1 milhão em 2023 e R$ 1,3 milhão em 2024, beneficiando 1.065 famílias.
* SER Indígena – Direcionada a comunidades indígenas, tanto aldeadas quanto não aldeadas, recebeu R$ 5 milhões em 2023 e R$ 8,3 milhões em 2024, atendendo 5.386 famílias.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.