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Produtores de queijo artesanal de Livramento recebem Selo Arte durante Fórum na FIT Pantanal

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Na abertura do Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural do Vale do Rio Cuiabá, que integra a programação da FIT Pantanal, um momento especial marcou o reconhecimento da produção artesanal de Mato Grosso com a entrega de quatro Selos Arte aos produtores da Quinta Cartucheira, localizada em Nossa Senhora do Livramento.


Os selos foram concedidos pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA) em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com apoio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). A certificação garante o reconhecimento nacional dos queijos Ouro, Esmeralda, Rubi da Cartucheira e Diamante, todos fabricados pelo casal Larissa Alves Berte Barbosa, médica veterinária, e Silas Barbosa, médico, que transformaram um momento de crise em um case de sucesso.


“O dia de hoje representa uma grande conquista. Foram dois anos buscando o Selo Arte para podermos acessar novos mercados em todo o Brasil. Começamos a produzir queijo durante a pandemia, para evitar o desperdício do leite. A partir daí nos qualificamos, participamos de concursos e fomos premiados até internacionalmente. Foi quando vimos que o negócio era sério e decidimos investir ainda mais em desenvolvimento e inovação”, afirmou Larissa Barbosa.

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A história do casal começou na fazenda da família em Nossa Senhora do Livramento. Com o fechamento dos laticínios durante a pandemia, Silas e Larissa decidiram iniciar a produção de queijos maturados, que possuem maior tempo de conservação, enquanto aguardavam melhores condições para comercialização.

“Comecei pensando em maturar o queijo por meses, porque sabíamos que o queijo fresco exigia uma venda imediata e nós não tínhamos mercado. Em pouco tempo, já enfrentamos nosso primeiro desafio, fomos notificados pelo Indea. Foi aí que a Prefeitura de Livramento nos socorreu e conseguimos o Selo de Inspeção Municipal (SIM), o que nos permitiu vender os produtos no município”, contou Silas.

Contudo, o maior mercado consumidor era Cuiabá e Várzea Grande, e a venda fora da cidade era irregular. Foi então que, foram procurados pelo vice-governador Otaviano Pivetta, os produtores relataram outra barreira, a legislação estadual impedia a maturação em madeira, prática comum e reconhecida mundialmente. Com apoio do Governo e do interesse da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o projeto para alterar a legislação foi aprovado.

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“A mudança veio com a nova legislação de 2024, que se alinhou às normas mais modernas adotadas por estados como Minas Gerais e São Paulo, e passou a permitir a maturação em tábuas. Isso foi decisivo para conquistarmos o Selo Arte”, explicou.

Silas também ressaltou o apoio recebido do Governo de Mato Grosso, especialmente por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e da Empaer. “A atenção dos técnicos, o incentivo e o suporte fazem toda a diferença. Hoje sentimos que nosso produto é valorizado e temos cada vez mais vontade de expandir”, concluiu.

Com os novos selos, os produtos da Quinta Cartucheira agora ganham espaço em mercados de todo o Brasil, levando a qualidade do queijo artesanal mato-grossense ainda mais longe.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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