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Preparação para o SAEB domina debates no encerramento do 1º Fórum de Prefeitos pela Educação

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O último dia de realização do 1º Fórum de Prefeitos pela Educação, promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá, foi marcado por discussões relacionadas a preparação para o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) 2025. Desde terça-feira (25.3), cerca de 100 prefeitos e seus secretários de Educação participaram de debates focados na qualificação do ensino e na melhoria da aprendizagem.

O exame acontece a cada dois anos e avalia todos os alunos do 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede pública, em língua portuguesa e matemática. Objetiva produzir indicadores educacionais, avaliar a qualidade, a eficiência e a equidade da educação, além de explicar os resultados por região a partir de informações contextuais.

Na avaliação do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a preparação para as provas do SAEB é uma estratégia essencial para os prefeitos que desejam elevar a qualidade do ensino em seus municípios.

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Ele observa que, ao focar na melhoria da qualidade educacional, é possível garantir que alunos desenvolvam competências essenciais, como leitura, escrita e raciocínio lógico, fundamentais para o futuro acadêmico e profissional.

“Sem contar que municípios que se destacam nas avaliações têm mais chances de acessar recursos e financiamentos do governo federal e estadual, incentivando ainda mais a melhoria do ensino. “Isso não apenas beneficia a comunidade escolar, mas também impacta positivamente a sociedade como um todo”, completa Alan.

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, agradeceu a Seduc pela implantação do Regime de Colaboração, que proporcionou aos municípios implementarem programas como o Alfabetiza MT, Mais MT Muxirum, Educação Conectada, Programa Saúde na Escola e Transporte Escolar, principalmente. “Reconheço a importância desse trabalho conjunto e a prefeitura de Cuiabá vai aproveitar todo esse apoio para melhorar as notas do SAEB na capital”.

“Melhorando os resultados do SAEB buscamos não apenas resultados imediatos, mas um futuro melhor para nossas crianças e jovens. Sabemos que a educação de qualidade é a base para o desenvolvimento social e econômico, e a preparação para o SAEB é um caminho eficaz para alcançá-la”, falou o prefeito de Araguaiana, José Marra.

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Para a secretária de Educação de Poconé, Camila Barbosa Moreira Silva, o apoio que o Estado tem dado aos municípios é de fundamental importância. “As discussões apresentadas no fórum foram importantes para todos os envolvidos com a educação pública. Através de programas como o Alfabetiza MT, temos todos os mecanismos para potencializar ainda mais o processo de ensino e de aprendizagem melhorarmos as notas do SAEB nesse ano de 2025”.

A participação no SAEB é facultativa para as escolas privadas, mas é obrigatória para as escolas públicas.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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