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Prazo para escolas enviarem projetos sobre saberes quilombolas termina nesta sexta-feira (19)

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O prazo para envio de projetos pedagógicos voltados à Educação Escolar Quilombola da rede estadual termina nesta sexta-feira (19). A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vai investir R$ 150 mil para apoiar ações que fortaleçam a aprendizagem dos estudantes, valorizem os saberes das comunidades quilombolas e incentivem o protagonismo estudantil.

A iniciativa busca fortalecer a parte diversificada do currículo da Educação Escolar Quilombola, com experiências educativas alinhadas à realidade das comunidades tradicionais e às necessidades dos estudantes. As propostas devem contribuir para a recomposição das habilidades curriculares, valorizar a diversidade étnico-racial e integrar os conhecimentos escolares aos saberes ancestrais.

Serão selecionados seis projetos desenvolvidos por unidades escolares que ofertam Educação Escolar Quilombola: quatro escolas quilombolas e duas escolas estaduais com salas quilombolas anexas.

Do total de projetos selecionados, quatro serão destinados a unidades da Diretoria Metropolitana de Educação (DME), um à Diretoria Regional de Educação (DRE) de Tangará da Serra e outro à DRE de Pontes e Lacerda.

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Os projetos devem ser enviados às respectivas Coordenadorias de Gestão Pedagógica (Copeds) de cada DRE até 19 de junho. Cada unidade escolar poderá inscrever apenas uma proposta.

As iniciativas devem respeitar as especificidades locais e regionais e contemplar pelo menos um dos cinco eixos temáticos previstos: Tecnologia Social Quilombola, Cultura e Artesanato Quilombola, Técnicas Agrícolas Quilombolas, Diversidade Sociocultural e Aspectos Históricos ou Educação Ambiental Quilombola.

Os projetos selecionados deverão ser incorporados ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) das escolas, contribuindo para o fortalecimento contínuo da Educação Escolar Quilombola na rede estadual.

Cronograma

A publicação do edital ocorre em junho de 2026. O período de elaboração e seleção dos projetos ocorre de 15 a 19 de junho. Entre 22 e 26 de junho, as Coordenadorias de Gestão Pedagógica farão a análise das propostas e as devolutivas às escolas.

Os projetos aprovados deverão ser enviados à Coordenadoria de Educação Étnico-Racial e Ambiental (COEERA) até 29 de junho. A validação pela Coordenadoria está prevista para 30 de junho, e a divulgação dos projetos aprovados no site da Seduc-MT ocorrerá em 1º de julho de 2026.

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O desenvolvimento das ações será iniciado a partir do recebimento do recurso, ainda em 2026. O prazo final para execução do recurso é dezembro de 2026. As escolas deverão encaminhar o relatório final do desenvolvimento do projeto às Copeds até 17 de julho de 2027. Já o envio dos relatórios aprovados pelas Copeds à COEERA deverá ocorrer até 3 de agosto de 2027.

Mais informações podem ser consultadas no edital em anexo.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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