A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) está construindo duas novas pontes sobre o Rio Teles Pires, na região norte de Mato Grosso. Sendo uma com 550 metros de extensão e outra com 693, as duas obras recebem um investimento de R$ 90,8 milhões e serão entregues em 2024.
A ponte sobre o Rio Teles Pires, na MT-325, em Alta Floresta, já está com aproximadamente 90% da sua estrutura executada. A obra teve início em março de 2021 e deve ficar pronta no primeiro semestre de 2024. O investimento é de R$ 42,5 milhões.
A ponte liga Alta Floresta até a divisa com o Pará, na região chamada de Porto de Areia, que concentra grande parte da produção agrícola do município. A região também tem uma série de opções de lazer, com pousadas e restaurantes, atraindo o turismo de pesca. No local atualmente opera uma balsa.
A Sinfra-MT também está licitando o asfalto de 39,96 quilômetros da rodovia a partir de Alta Floresta em direção ao Pará. A obra está orçada em R$ 79,4 milhões e o processo licitatório será concluído nas próximas semanas.
Já a segunda ponte fica localizada na MT-419, entre os municípios de Carlinda e Novo Mundo. Com 693 metros, ela recebe um investimento de R$ 48,3 milhões e está com mais de 55% de execução. A previsão é que ela seja entregue em 2024.
Esta ponte também irá substituir uma balsa que opera na divisa entre os dois municípios. A nova estrutura vai ajudar a melhorar a logística da região norte, interligando municípios que antes eram separados e criando novas alternativas econômicas.
“Em 2022 nós inauguramos a ponte sobre o Rio das Mortes em Cocalinho, que é a maior de Mato Grosso. Mas nós já temos três maiores em construção, incluindo duas sobre o Rio Teles Pires. É um investimento que o Estado faz para encurtar distâncias e remover obstáculos para o desenvolvimento regional”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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