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Polícia Penal conclui quinta fase de operação e reforça segurança em unidades prisionais de MT

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A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) concluiu, nesta terça-feira (2.9), a quinta fase da Operação Têmis nas 41 unidades prisionais de Mato Grosso, coibindo a presença e fazendo o recolhimento de materiais ilícitos, além de reforçar os protocolos de segurança.

O secretário de Justiça, Vitor Hugo Buzulato, pontuou que as ações mais rígidas nas unidades prisionais, desencadeadas desde novembro do ano passado, têm como foco principal cortar a comunicação de líderes criminosos com as ruas, com a retirada de celulares e outros itens proibidos.

“Com as operações constantes de revistas e recolhimento de materiais em excesso ou proibidos dentro das unidades, buscamos também melhorar o ambiente prisional e corrigir protocolos de segurança. E com o empenho de nossos policiais penais, vamos alcançar o objetivo de zerar a entrada de materiais ilícitos”, salientou o secretário.

Em 29 das 41 unidades prisionais onde ocorreram as revistas na Operação Têmis 5, não foram localizados materiais proibidos. Em 12 unidades, foram encontrados materiais, como celular, fumo, acessórios, porções de entorpecentes, chips de telefonia e armas artesanais.

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Penitenciária Central

Na maior unidade prisional do estado, que abriga cerca de 3.200 custodiados, as equipes da Polícia Penal realizaram a movimentação dos presos entre seis raios da penitenciária. Na PCE, a operação contou com o reforço de equipes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e do Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas, além do apoio da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), da Força Tática e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Foram removidos materiais em excesso, limpeza geral das celas e trocas de colchões que estavam desgastados.

Balanço da operação

Celulares

22

Carregadores

15

Fones de ouvido

6

Cabos usb

22

Chips de celular

25

Fumo

121

Cigarro

1

Isqueiro

7

Armas artesanais

25

Porções de maconha

40

Serra

2

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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