A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na noite desta segunda-feira (02.07), o lançamento da Operação Comando Itinerante em Tangará da Serra. A 4ª edição da operação tem como objetivo intensificar o policiamento da cidade com a presença de militares de diferentes unidades especializadas da instituição.
As ações policiais percorrem as áreas urbanas e rodoviárias de Tangará da Serra e também das cidades que compõem o 7º Comando Regional, garantindo a ordem pública e a segurança da sociedade. Nesses locais, estão sendo realizadas abordagens, buscas e checagens, além de policiamento repressivo em áreas com maiores incidências criminais.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou que a operação tem percorrido diversas regiões do Estado com o intuito de fazer a preservação da ordem pública e a garantia da segurança aos cidadãos.
“Estamos na 4ª edição da operação, onde aqui, com reforço de efetivo vindo da Capital, iremos fazer nossa demonstração de força, com patrulhamento ostensivo. Estamos trazendo essa operação para mais cidades pois estamos observando, com grande certeza, o resultado e impacto positivo dessas ações nas cidades onde já passamos”, afirmou o comandante-geral.
Nas primeiras horas da operação, entre a noite de terça-feira (02) e madrugada desta quarta-feira (03), as equipes policiais em Tangará da Serra abordaram 350 pessoas e 270 veículos. As barreiras militares também contabilizaram 40 registros de autuações de trânsito.
Em uma das abordagens, um homem de 57 anos foi flagrado conduzindo veículo em visível estado de embriaguez. O suspeito não conseguiu realizar teste de etilômetro devido suas alterações psicomotoras. Ainda em verificação aos seus documentos, foi identificado um mandado de prisão em aberto em seu desfavor pela Comarca de Tangará da Serra, pelo crime de estupro de vulnerável. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante.
A operação também está sendo realizada nos municípios de Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Nova Olímpia, Denise e Porto Estrela, que também fazem parte do 7º Comando Regional. O policiamento será reforçado com os militares das equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Força Tática e Companhia de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio).
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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