Dois veículos de luxo furtados foram recuperados pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (04.07), na terceira fase da Operação “Compra Segura”, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), em Cuiabá.
As caminhonetes, Toyota Hillux e o Toyota SW4, ambos produtos de crimes recentes, foram localizadas durante ações simultâneas da equipe da DERFVA com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE).
Na primeira ação, a caminhonete Hilux subtraída no dia 24 de maio, em Tangará da Serra, foi recuperada na zona rural de Cuiabá. Os investigadores a encontraram uma estrada vicinal na região da Ponte de Ferro. Um homem foi conduzido pela suspeita de crime de receptação do veículo.
O outro veículo modelo SW4, com registro de furto ocorrido na dia anterior, quarta-feira (03.07), no bairro Duque de Caxias foi localizado escondido em uma área de mata no bairro Parque Cuiabá.
Conforme o delegado titular da DERFVA, Diego Alex Martimiano da Silva, a eficiência na localização e recuperação do veículo ressalta a importância da Operação Compra Segura e a dedicação dos policiais civis em combater o crime de forma incisiva.
As diligências continuam de forma ininterruptas, visando reduzir os índices de roubos e furtos de veículos, além de desarticular redes criminosas envolvidas no furto, roubo, receptação e adulteração de automóveis na região metropolitana.
“A recuperação dos veículos é fundamental para restabelecer a segurança e tranquilidade da população, retirando veículos adulterados, furtados e roubados de circulação. As investigações prosseguem, contando com a colaboração da população, que pode contribuir anonimamente com informações sobre veículos suspeitos pelo disque 197”, destacou o delegado.
A Operação Compra Segura faz parte do planejamento estratégico da DERFVA para o ano de 2024, visando garantir maior segurança à população.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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