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Polícia Civil prende tesoureira de facção criminosa durante cumprimento de mandado em Nova Xavantina

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta sexta-feira (27.2), uma mulher apontada como tesoureira de uma facção criminosa que atuava em Nova Xavantina. A prisão foi realizada em continuidade aos trabalhos da Operação Fio da Meada, deflagrada no início do mês, no município.

Os policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência da investigada, apontada como responsável pela parte financeira da facção criminosa, envolvida com os crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região.

Durante o cumprimento da ordem judicial, a faccionada quebrou dois aparelhos celulares na presença da equipe policial, com o objetivo de ocultar informações e embaraçar a investigação. Por conta disso, ela foi presa em flagrante pelo crime de embaraço à investigação de organização criminosa, previsto na Lei nº 12.850/2013.

Foram também apreendidos diversos materiais que serão analisados no curso da investigação, como dispositivos eletrônicos de comunicação com sistema artesanal de carregamento, que, em tese, poderiam ser destinados ao interior de unidades prisionais, além de materiais relacionados à contabilidade da facção criminosa.

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A investigada foi conduzida à Delegacia de Nova Xavantina, interrogada e autuada em flagrante pelo delegado Flávio Leonardo Santana Silva, que também representou pela sua prisão preventiva. Posteriormente, a presa foi colocada à disposição da Justiça.

O delegado frisou a importância da colaboração da população no combate à atuação das facções criminosas. “Denúncias podem ser realizadas de forma anônima e são fundamentais para o avanço das investigações”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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