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Polícia Civil prende integrantes de facção e resgata vítimas de sequestro e tortura em Primavera do Leste

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Quatro pessoas, entre elas dois menores de idade, envolvidas em um crime de tortura praticado contra três vítimas, foram presas em flagrante pela Polícia Civil, na tarde de sexta-feira (31.1), em rápida ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Primavera do Leste.

A ação, desencadeada após recebimento de denúncia, resultou no resgate das vítimas, que estavam extremamente machucadas e que possivelmente seriam alvo de execução.

Os dois suspeitos maiores de idade foram autuados em flagrante pelos crimes de tortura qualificada pelo sequestro, tráfico de drogas, integrar organização criminosa e corrupção de menores. Os dois adolescentes apreendidos responderão pelo ato infracional de tortura qualificada pelo sequestro, tráfico de drogas e organização criminosa.

As diligências iniciaram após a equipe da Polícia Civil receber denúncia de que uma mulher, integrante de uma facção criminosa, estava sendo mantida em cárcere dentro da sua própria residência, onde estava sendo vítima de castigos e tortura, a mando da própria organização criminosa.

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Ainda segundo as informações, após a sessão de tortura, a vítima seria executada pelos criminosos.

Com base na denúncia, as equipes policiais se deslocaram até a residência da vítima, no bairro Padre Onesto Costa, onde constataram a veracidade dos fatos, sendo encontrados os quatro suspeitos, a vítima e mais um casal que também estava sendo mantido em cárcere pelo grupo criminoso.

As investigações apontaram que os suspeitos chegaram ao local por volta das 22 horas de quinta-feira (30), ocasião em que renderam a moradora da casa e iniciaram as torturas, sendo a vítima amarrada, agredida com cabo de vassoura, além de ter as pontas dos dedos queimadas.

Mais tarde o casal chegou à residência, ocasião em que também foram rendidos e mantidos em cárcere pelos criminosos. As vítimas apresentavam marcas dos golpes e queimaduras. No local, foi apreendido o cabo de vassoura quebrado (possivelmente em razão da violência), além de cordas utilizadas para amarrar as vítimas.

Uma bebê de oito meses, filha do casal, também estava na casa e foi resgatada na ação policial.

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Diante das evidências, os quatro suspeitos foram detidos e encaminhados à delegacia, onde após serem interrogados, foi lavrado o flagrante, sendo posteriormente os criminosos colocados à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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