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Polícia Civil prende casal envolvido com facção criminosa e tráfico de drogas

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A Polícia Civil deflagrou, na tarde dessa terça-feira (11.11), a Operação Pséma, que resultou no cumprimento de cinco ordens judiciais, sendo três de busca e apreensão domiciliar e duas de prisão preventiva, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Várzea Grande. Os mandados foram cumpridos em endereços em Cuiabá e Várzea Grande.

Durante a operação, um casal foi preso, investigado por envolvimento no tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

As investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc) apontam que a mulher adquiriu um veículo BMW X1, posteriormente apreendido com cerca de 20 kg de maconha, com a finalidade de dissimular a real propriedade do bem em nome de seu companheiro, que possui diversas passagens criminais, incluindo tráfico internacional de armas de fogo.

O veículo foi localizado pela Polícia Militar abandonado em via pública, contendo os entorpecentes. Foram realizadas investigações e análises pela Polícia Civil e foi possível comprovar que a alegada venda do automóvel a um terceiro desconhecido era fictícia, sendo constatado que o casal mantinha relacionamento amoroso e dividia o mesmo domicílio.

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Diante das provas, foi representado pela prisão preventiva dos investigados e pela busca nos endereços diretamente vinculados à atividade criminosa, com o objetivo de apreender documentos, mídias e bens relacionados aos crimes investigados.

“É importante reiterar o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, com destaque para a importância do apoio da população por meio de denúncias anônimas”, disse o delegado André Rigonato, da Denarc.

O nome da operação, Pséma, vem de uma palavra grega que significa mentira, utilizada pela investigada para dissimulação e tentativa de restituir o veículo apreendido e blindar seu convivente, o que culminou em sua prisão preventiva e identificação da farsa.

A Operação Pséma integra a Operação Inter Partes, que por sua vez faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o enfrentamento às facções criminosas, dentro do escopo do Programa Tolerância Zero contra às Facções Criminosas, do Governo do Estado.

“A iniciativa reforça o compromisso com a segurança pública, o enfrentamento às facções criminosas e a valorização da confiança da população na atuação policial”, frisou o delegado André Rigonato.

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Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181, sendo fundamentais para a continuidade do trabalho de combate ao tráfico de drogas e às facções criminosas no Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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